Centro universitário em MG será o primeiro com cirurgia robótica pelo SUS
O HC-UFMG (Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais) será o primeiro centro universitário do Brasil a implementar a cirurgia robótica em sua grade. A iniciativa, divulgada na terça-feira (21) pelo Ministério da Saúde, prevê a oferta gratuita da cirurgia urológica – procedimento voltado ao tratamento do câncer de próstata – para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). A oferta também será estendida para outras três HUFs localizadas no Maranhão, no Espírito Santo e em Brasília.
O objetivo é que, no próximo ano, projetos futuros sejam implementados em outras 12 unidades da rede vinculada à HU Brasil . Segundo o presidente da estatal, Arthur Chioro , a escolha das unidades considerou a produção de cirurgias de próstata já feitas pelos centros, procedimento para o qual a cirurgia robótica já foi habilitada pelo Ministério da Saúde . Por outro lado, HC-UFMG foi priorizada para ser a primeira por possuir cirurgiões que já estão habilitados com novas tecnologias.
“A implantação da cirurgia robótica ampliará as possibilidades de capacitação de cirurgiões e residentes nessa área. A estimativa é realizar cerca de 350 a 500 procedimentos por ano, destinados a pacientes do SUS, conforme os critérios clínicos e a regulação do acesso”, contou. 700 km de distância em paciente do SUS Conheça cinco tecnologias que estão mudando a medicina no Brasil Os recursos das cirurgias já foram liberados pelo Ministério da Saúde.
A próxima etapa é o processo de licitação para a compra dos equipamentos que deve levar até 60 dias. Em seguida, os aparelhos serão instalados e adaptados para a sala cirúgica dos hospitais. Segundo o Ministério da Saúde, as possibilidades futuras também incluem cirurgias de cabeça e pescoço, torácicas, cardiovasculares, ginecológicas e pediátricas.
Brasil está expandindo área robótica na medicina No Brasil, já existem 13 instituições particulares que utilizam o robô cirúrgico Toumai, para a realização de telecirurgias . A tecnologia permite que o médico opere pacientes em outras cidades, mesmo sem estar no mesmo hospital que o paciente. A ação ocorre por meio de instrumentos que reproduzem os movimentos das mãos do cirurgião.
O objetivo da Hospcom, responsável pela estrutura, é expandir para outras 9 hospitais particulares e alcançar as cinco regiões do país. A tecnologia já foi utilizada no SUS em julho deste ano. O procedimento conectou o Hospital de Amor da Amazônia , em Porto Velho (RO), ao Hospital de Amor, em Barretos (SP), onde estava o cirurgião responsável pela ressecção de um tumor intestinal por meio da plataforma robótica.
Apesar da ser a primeira telecirurgia realizada no sistema público , os procedimentos que serão feitos em hospitais universitários a partir dos próximos meses não são pelo Toumai. ]]>
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