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    Poder360·19 de set., 12:30

    China quer carros de nova energia em 70% das vendas até 2030

    O governo chinês publicou um plano de desenvolvimento de 5 anos para a indústria de veículos de nova energia (NEVs, na sigla em inglês) inteligentes e conectados, estabelecendo a meta de que os NEVs representem 70% das vendas de novos carros de passageiros até 2030. O roteiro apresenta a estratégia da China para consolidar sua liderança no setor automotivo por meio de avanços tecnológicos, melhorias na eficiência energética e expansão internacional, mesmo com as taxas domésticas já próximas da meta. Publicado por 9 órgãos governamentais, incluindo o Miit (Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação) e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o plano também estabelece a meta de que os NEVs representem 40% das vendas de novos veículos comerciais nos próximos 5 anos.

    A indústria já está próxima dessas metas de participação. Nos 8 primeiros meses de 2026, os NEVs representaram 58,6% das vendas de novos carros de passageiros e 33,9% das vendas de novos veículos comerciais, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Só em agosto, os índices chegaram a 68% e 49,3%, respectivamente.

    Além dos volumes de vendas, o plano estabelece metas rigorosas de eficiência energética para 2030, exigindo que o consumo médio de combustível dos carros de passageiros chegue a 3,3 litros por 100 km e que o consumo médio de energia dos veículos elétricos de passageiros alcance 11,5 kWh por 100 km. Embora 87 fabricantes nacionais já tenham atingido a meta de consumo de combustível em 2025, alcançar a meta de consumo de energia para carros elétricos continua sendo um desafio. Um relatório do Instituto de Pesquisa de Engenharia Automotiva da China mostrou que o consumo de energia dos carros elétricos de passageiros avaliados teve média de 15,8 kWh por 100 km em 2025, segundo o padrão WLTC (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Cycle).

    As montadoras tradicionalmente recorrem a baterias maiores ou sistemas híbridos para ampliar a autonomia dos veículos. Mas Miao Wei, ex-ministro do MIIT, sugeriu em outubro de 2025 que as autoridades deveriam incentivar a inovação tecnológica para melhorar a eficiência energética, em vez de simplesmente depender da instalação de baterias maiores nos veículos. O plano também estabelece como meta a implementação, até 2030, de produtos de direção automatizada de alto nível para aplicação em cenários como rodovias e vias urbanas.

    Guo Shougang, chefe do departamento de indústria de equipamentos do MIIT, afirmou que as autoridades vão reforçar a definição de padrões e a supervisão de segurança para garantir a implementação segura de programas-piloto de direção autônoma. Enquanto a indústria busca expandir sua presença no exterior, o governo pretende melhorar a reputação internacional das marcas automotivas chinesas e incentivar sua participação na coordenação de regulamentações globais, segundo o plano. Reconhecendo os desafios impostos pelo aumento do protecionismo e pelas barreiras comerciais, Cao Wen, funcionário do Ministério do Comércio, afirmou que as autoridades vão melhorar os serviços relacionados à expansão internacional e à conformidade regulatória, além de proteger os interesses das montadoras chinesas que atuam no exterior.

    Este texto foi originalmente publicado em inglês pela Caixin Global em 14 de setembro de 2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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