Cientistas encontram exoplaneta de lava com “protetor solar” natural, que reflete até 75% da luz de sua estrela
Pesquisadores observaram um planeta de lava, o TOI-561 b, por 37 horas, cerca de quatro órbitas completas ao redor de sua estrela e perceberam que ele reflete , aproximadamente, 75% da luz estelar que recebe sem derreter. Os cientistas acreditam que essa absorção é possível graças ao “protetor solar natural” do planeta, que é formado por nuvens feitas de minerais de silicato, que criam uma barreira natural envolta do TOI-561 b, refletindo parte da radiação antes que ela chegue em sua superfície. Além de seu bom protetor solar, os pesquisadores também se depararam com a possível existência de uma atmosfera espessa para o planeta que recebe uma radiação tão intensa como o TOI-561 b.
Leia Mais Planeta "Super-Terra" apresenta indícios de que pode ter atmosfera Planeta "vizinho" da Terra pode ser favorável à vida, afirma estudo O que acontece com o Sistema Solar quando o Sol morrer? Exoplaneta é pista Para investigar os fenômenos, a equipe de cientistas utilizou o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, para realizar o acompanhamento das variações de brilho e temperatura ao longo do processo de órbita do exoplaneta em volta de sua estrela. Isso porque, em outras observações do planeta de lava foi percebido que o lado iluminado pela estrela apresenta temperaturas menores do que as previstas para um planeta rochoso tão próximo de sua estrela.
Super El Niño pode causar 451 mil mortes no mundo; Brasil é 5º mais afetado | CNN NOVO DIA Os resultados da análise mostraram que a região do exoplaneta que não recebe luz direta não fica quente o suficiente para explicar a energia que aparenta estar em falta. De acordo com os pesquisadores, uma possível explicação para isso é a formação de nuvens com minerais como dióxido de silício (SiO₂) e silicato de magnésio (MgSiO₃). LEIA TAMBÉM: “Golpe duplo” cósmico pode ser resposta para criação de crateras em Marte Os cientistas ainda não sabem exatamente quais são as substâncias que compõem a camada gasosa do TOI-561 b, mas exploram possibilidades: a primeira é que a atmosfera dele seja rica em dióxido de carbono, assim como Vênus, mas bem mais quente; a segunda vê a possibilidade de que a atmosfera na verdade tenha grandes quantidades de dióxido de enxofre, gás associado à atividade vulcânica da lua Io, de Júpiter.
Para desvendar esses mistérios, os pesquisadores pretendem realizar novas observações com o James Webb, utilizando os comprimentos de ondas maiores para entender a composição química da atmosfera do planeta, para saber enfim se ele está mais próximo das composições da atmosfera de Vênus ou de lo. *Sob supervisão de Thiago Félix Saiba o que o telescópio James Webb, da Nasa, revelou até agora ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em CNN Brasil →
