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    InvestNews·30 de out., 21:08

    Com mais de R$ 60 bilhões em dívidas, Raízen será dividida em duas empresas e terá novo comando

    Os acionistas da Raízen aprovaram nesta sexta-feira (30) as medidas societárias necessárias para dividir o grupo em duas empresas listadas e informou que começará a preparar a busca de um investidor para o negócio de distribuição de combustíveis. Também foram eleitos os futuros conselhos de administração das duas companhias, nos quais os credores terão a maioria dos assentos. A reorganização faz parte do plano de recuperação extrajudicial de R$ 61,4 bilhões homologado em julho – o maior da história do país.

    A. será a empresa que ficará com a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell , enquanto a Raízen Energia concentrará a produção e comercialização de açúcar, etanol e bioenergia. A separação ainda depende do cumprimento das condições previstas no plano.

    Leia também Negócios Mubadala e FS avaliam compra de dívida da Raízen que pode ser convertida em ações A busca de um parceiro para a distribuição e os nomes escolhidos para comandar os dois negócios haviam sido antecipados pela Bloomberg na quinta-feira (29). Segundo a agência, a conversão de dívidas em ações dará aos credores mais de 80% do capital, e uma eventual venda de participação na distribuidora ocorrerá depois dessa etapa. No comunicado desta sexta-feira, a Raízen informou que iniciará os trabalhos preparatórios de um processo competitivo para avaliar um eventual investimento na distribuição.

      A iniciativa será conduzida pela nova administração indicada para o negócio. Não foram divulgados potenciais compradores, percentual ou valor de uma eventual operação. Novo comando Lorival Luz , atual diretor financeiro e de relações com investidores da Raízen, foi indicado para liderar a distribuição de combustíveis e lubrificantes.

    Geovane Consul , que também já integra o grupo, ficará à frente das operações de açúcar, etanol e bioenergia. Os conselhos terão sete integrantes cada, sendo quatro indicados pelos credores. Samuel Aguirre foi escolhido para presidir o colegiado da distribuidora, enquanto Julio Piza ocupará a mesma função na Raízen Energia.

    A Shell terá dois representantes em cada conselho. O sétimo assento poderá ser ocupado por Rubens Ometto , fundador da Cosan, antiga controladora da empresa, mas sua eleição e posse dependem de um aporte de R$ 500 milhões que deverá ser feito por meio de sua holding pessoal, a Aguassanta . Caso o investimento não se concretize, a cadeira ficará com Roland Alexander Ilube , indicado pela Shell.

    Os novos conselheiros terão mandato de três anos, contado da homologação do aumento de capital, prevista para até 18 de dezembro. A atual administração permanecerá até essa etapa. Aumento de capital As assembleias também aprovaram mudanças na estrutura de ações e a ampliação do capital autorizado, abrindo caminho para que o conselho delibere sobre um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões.

    A reunião está prevista para 6 de novembro. Esse valor reúne a conversão de parte das dívidas em ações, os aportes previstos e a participação dos demais acionistas pelo exercício do direito de preferência. O plano contempla até R$ 3,5 bilhões da Shell e, potencialmente, R$ 500 milhões da Aguassanta.

    A operação prevê a emissão de ações ordinárias e preferenciais classe B a R$ 0,25 por papel, além de units – certificados que reúnem uma ação ordinária e uma preferencial classe A – a R$ 0,50 cada. As atuais ações preferenciais passarão a ser denominadas classe A. Terão direito de preferência os acionistas que detiverem papéis ao fim do pregão de 6 de novembro.

    O prazo para exercer esse direito vai de 9 de novembro a 8 de dezembro. ]]>

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