Como a crise do alho levou São Gotardo à emergência
Em entrevista ao programa A Força do Agro , o presidente da Anapa, Rafael Corsino, detalha prejuízos de R$ 70 mil por hectare e cobra ações contra importações. A combinação de altos custos de produção, perdas por eventos climáticos adversos e forte pressão de importações colocou a cultura do alho em situação crítica no Brasil. Principal polo produtor em Minas Gerais, o município de São Gotardo decretou estado de emergência econômica após agricultores acumularem perdas de aproximadamente R$ 70 mil por hectare.
Na quarta-feira 23 o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Rafael Corsino, participou do programa A Força do Agro , da Revista Oeste , e alertou para a gravidade da crise do alho no país. Segundo o representante dos agricultores, as oscilações do clima encareceram os tratos culturais e reduziram a produtividade das lavouras. Ao mesmo tempo, o encarecimento dos insumos elevou os custos operacionais a níveis insustentáveis para os produtores locais.
“Os agricultores enfrentam um quadro de descapitalização severa”, afirmou Corsino. ” A concorrência predatória e os impactos da crise do alho Além das dificuldades agronômicas, o mercado nacional sofre com a entrada expressiva de mercadoria importada. O fluxo de alho estrangeiro, com destaque para o produto oriundo da China, intensificou-se justamente durante a abertura da janela de colheita brasileira, iniciada em junho.
Essa concorrência desleal satura o comércio atacadista e derruba os preços pagos ao produtor nacional para patamares abaixo dos custos de produção. Com o mercado travado, toneladas da hortaliça permanecem retidas nos galpões de armazenamento sem perspectiva imediata de venda, o que aprofunda a crise do alho no mercado interno. “A entrada massiva de mercadoria de fora no pico da safra local asfixia a cadeia produtiva”, ressaltou o dirigente.
” Demandas urgentes ao governo federal Diante do colapso econômico em São Gotardo e em outros polos agrícolas, a Anapa cobra iniciativas urgentes do Poder Executivo. A entidade reivindica o fortalecimento das barreiras aduaneiras contra práticas de dumping, maior rigor na fiscalização portuária e linhas de renegociação de dívidas agrícolas para estancar a crise do alho. A liderança setorial enfatiza que a preservação da atividade sustenta milhares de empregos diretos no interior mineiro e garante a segurança do abastecimento alimentar brasileiro.
O setor aguarda respostas de Brasília para reverter o cenário e restabelecer a estabilidade financeira no campo. v=jKj_qG0bJ5s Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste O post Como a crise do alho levou São Gotardo à emergência apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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