Como o ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) mexe com o mercado de escritórios de SP
A locação integral do Esther Towers pelo Itaú Unibanco ( ITUB4 ) não representa apenas um contrato bilionário para a Eztec ( EZTC3 ). O negócio também mexe com os indicadores do mercado de escritórios da região da Chucri Zaidan , em São Paulo, e reforça a posição do bairro como um dos principais polos corporativos da capital. O banco alugou as duas torres do empreendimento , que somam aproximadamente 91,4 mil metros quadrados (m²) de área locável , pelo prazo de 10 anos , mas com possibilidade de prorrogação por mais cinco .
A vigência do contrato será iniciada de forma escalonada, conforme cada torre do edifício seja entregue. A primeira está programada para ocorrer ainda no final de 2026 e a segunda, para o primeiro semestre de 2027. Apesar dos valores do aluguel não estarem claros, o acordo prevê receita de aproximadamente R$ 1,17 bilhão para a Eztec nos primeiros 10 anos.
A receita anual, portanto, é de R$ 117 milhões para a construtora. Os impactos do ‘cheque gordo’ Fato é que o “cheque gordo” do Itaú chama atenção por diversos aspectos. Um deles é a expressividade da operação.
Segundo a Binswanger Brazil, responsável pela intermediação do negócio, trata-se da maior locação corporativa já registrada no mercado paulistano de escritórios de alto padrão. Nesse sentido, um dos principais impactos imediatos está na taxa de vacância da região da Chucri Zaidan , onde o Esther Towers fica localizado. De acordo com a Binswanger, a vacância dos imóveis de porte A e A+ no bairro deve passar de 13,5% , atualmente, para aproximadamente 12% .
O efeito contrário poderia ser ainda maior caso o empreendimento da Eztec tivesse chegado ao mercado sem um locatário definido: segundo a consultoria, a vacância da região poderia chegar a 22% . Cabe destacar que a Chucri Zaidan já vinha apresentando melhora nos indicadores operacionais. No segundo trimestre ( 2T26 ), por exemplo, a localidade registrou absorção líquida de 17,8 mil m² , enquanto o estoque chegou a 817,8 mil m² .
Além disso, pelos dados apresentados pela Binswanger, a taxa de vacância do bairro havia encerrado o primeiro trimestre ( 1T26 ) em 14,5% , ante 16,7% no fim de 2025. Um contrato fora da curva A dimensão do acordo entre Itaú e Eztec também chama atenção quando comparada a outras locações de escritórios em São Paulo. De acordo com levantamento da Binswanger, a área locada no Esther Towers, de 91,4 mil m² , é superior a quatro vezes a média das maiores operações individuais recentes da capital.
Entre os negócios citados pela consultoria como comparação, estão a locação de 50 mil m² pelo Nubank , no Cyrela Oscar Freire e Capote 210; 39,2 mil m² pela Amazon , no Biosquare; 16,5 mil m² pelas Casas Bahia , no Edifício Centenário; 15,9 mil m² pela Uber , no JK Square; 14,1 mil m² pela Wise , no River South. A operação do Itaú também é relevante quando comparada à absorção do mercado como um todo. Segundo a Binswanger, a absorção líquida média trimestral da cidade de São Paulo tem ficado em aproximadamente 90 mil m².
Ou seja, a área ocupada pelo banco no Esther Towers equivale a praticamente toda a absorção líquida média de um trimestre na capital paulista. “O fechamento de uma operação do tamanho da movimentação total do mercado em outros trimestres indica que podem começar a faltar áreas de escritórios”, afirma Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger. Por que o Itaú escolheu a região?
A decisão de alugar o prédio inteiro está relacionada à estratégia do Itaú para seus espaços físicos e tem como objetivo ampliar a presença física da instituição em São Paulo. Atualmente, o banco mantém sua sede no Jabaquara , em um complexo construído na década de 1980, e também ocupa escritórios na Avenida Faria Lima . O objetivo do Itaú é levar os funcionários de volta aos escritórios.
A partir de 2028, o trabalho presencial passará a ser de três dias por semana. Hoje, são oito dias por mês. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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