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    Como o fim da escala 6×1 e da jornada de 44 horas afeta os planos de expansão do Oxxo no Brasil
    InvestNews·30 de out., 19:54

    Como o fim da escala 6×1 e da jornada de 44 horas afeta os planos de expansão do Oxxo no Brasil

    Aprovada pelo Congresso, a escala 6×1 entra em vigor em 16 de dezembro e já começa a impactar, de forma compreensível, planos de negócios de grandes empresas de varejo e de serviços. Para a mexicana Femsa, que opera no Brasil a rede de lojas de conveniência Oxxo, as novas regras trabalhistas demandam uma cautela maior na abertura de unidades. As informações foram dadas por executivos da rede mexicana em teleconferência nesta semana para comentar os resultados financeiros do terceiro trimestre.

    A Oxxo encerrou o trimestre encerrado em setembro com 641 lojas no país, 32 a mais do que no mesmo período de 2025. No ano passado, a direção da empresa chegou a falar em planos de abertura de cem lojas ao longo deste ano, uma expectativa que não será atendida. Leia também Negócios O efeito colateral do fim da escala 6×1 para Rede D’Or, Hapvida e Fleury Negócios Oxxo com DNA mexicano: Femsa traça planos para retomar expansão de ‘lojas em cada esquina’ Para 2027, os planos apontam para a abertura de 70 novas lojas , o que seria equivalente a mais de uma por semana, em um cenário de cautela em razão das novas regras para o mercado de trabalho, com a escala 5×2, com dois dias de descanso por semana, e a transição de 44 para 40 horas.

    As informações foram dadas por executivos na teleconferência. A visão de executivos na conversa com analistas é que o Brasil segue como uma importante oportunidade para o grupo, apesar da cautela. Os resultados trimestrais mostraram uma operação que cresce em ritmo superior ao do varejo brasileiro: as vendas do Oxxo em base neutra de câmbio subiram 5,1% no país no terceiro trimestre.

    Para efeito de comparação, as vendas do varejo no país cresceram 3,9% de janeiro a agosto (dado mais recente disponível) na base anual; e 1,7% em volume, segundo dados da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) do IBGE. Oxxo sem a Raízen A rede de lojas de proximidade – outro nome dado ao formato no varejo – opera sob a gestão integral da mexicana Femsa desde fevereiro, depois que a sua sócia original da empresa no Brasil, a Raízen, decidiu sair do negócio em razão de sua grave crise financeira, com R$ 65 bilhões em dívidas. O Oxxo está no Brasil desde dezembro de 2020 e tem uma receita média por loja de cerca de US$ 500 mil, ou 33% a menos do que no México, seu mercado de origem, segundo cálculos da equipe de analistas do BTG Pactual para estimar o valution da companhia.

    O impacto do fim da escala 6×1 para os negócios de diferentes setores da economia brasileira ainda está sendo mensurado, e há muita cautela nas declarações dadas por executivos sobre o assunto. Leia também Negócios Com fim da escala 6×1, o custo da folha de pagamento vai aumentar? Entenda como calcular Negócios No maior empregador privado do país, o fim da escala 6×1 entrou no radar.

    E não é má notícia A medida foi uma das principais bandeiras e promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições deste ano. Recente reportagem do InvestNews apontou os impactos projetados para empresas do setor de saúde , com base em analistas de mercado. Os prestadores de serviços hospitalares e de diagnóstico deverão ser os mais expostos à mudança, segundo a equipe de analistas da XP.

    As farmacêuticas tendem a ter efeitos diretos mais limitados, enquanto as operadoras de planos de saúde podem ser afetadas indiretamente, por meio de reajustes nos preços cobrados por esses prestadores. ]]>

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