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    Como pequenos choques viraram a chave para criar uma roupa que acende luzes e refresca até 10 °C no calor
    CNN Brasil·29 de set., 12:50

    Como pequenos choques viraram a chave para criar uma roupa que acende luzes e refresca até 10 °C no calor

    Um grupo de pesquisa em engenharia da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, criou um novo material têxtil que combina tecnologias de resfriamento e de geração de energia . O tecido feito com impressão 3D é composto por um polímero à base de silicone, a dimeticona, e nanopartículas de óxido de zircônio. Este último é responsável pelas funções térmicas e elétricas do material.

    Em fase de pesquisa, a tentativa tenta aproveitar o fenômeno do choque estático, aquela pequena descarga de energia que você sente às vezes ao tocar um objeto, para transformar roupas em uma fonte de eletricidade. Leia Mais Igreja Nórdica escondia esqueleto de 900 anos que resolveu o enigma das ruínas de pedra na Groenlândia Engenheira brasileira usou avião para fazer alerta a favor das mulheres e se tornou pioneira de movimento Como economizar energia com o chuveiro elétrico usando ajustes simples no dia a dia Como funciona o resfriamento do óxido de zircônio? A molécula tem alto índice de refração.

    Quando a luz do sol incide sobre o tecido, apenas 4% dela é absorvida; 96% é refletida, sem afetar a temperatura do material ou do corpo. A presença do silicone também ajuda, formando tramas abertas que dissipam o calor corporal. O resultado é um tecido que se mantém de 3 °C a 6 °C abaixo da temperatura ambiente e até 10 °C mais frio que o algodão comum.

    A mesma molécula que resfria também pode aquecer Outro uso do óxido de zircônio é para geração de energia. As nanopartículas amplificam o fenômeno da eletricidade estática, que já é produzida pelo atrito natural do tecido com o corpo e com ele mesmo. Essencialmente, os movimentos de quem veste o tecido promovem vários dos pequenos choques que sentimos ao ter contato com objetos cheios de carga.

    No experimento do Colégio Grainger de Engenharia, em Illinois, a energia destes choques foi convertida em sinais que acionavam uma segunda camada da roupa, responsável por gerar e conduzir calor. Esta aplicação não é muito útil no dia a dia, já que costumamos sentir calor naturalmente quando estamos em movimento. Mas a mesma tecnologia pode ajudar um alpinista a sentir menos frio enquanto escala uma montanha em temperaturas abaixo de zero.

    A equipe afirma que este foi apenas um teste inicial para medir a efetividade da geração de energia. A longo prazo, a eletricidade gerada poderia ser usada em sensores de movimento ou até para alimentar pequenos eletrônicos, como luzes LED, sem baterias externas. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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