Como São e Quanto Custam os Rooftops Mais Exclusivos de Buenos Aires
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Rooftops privativos a mais de 30 andares de altura, com piscina ou jacuzzi e vistas abertas para o rio ou para a cidade: o segmento premium incorpora um novo produto que busca reproduzir em Buenos Aires um modelo mais desenvolvido em mercados como Nova York. No mercado imobiliário premium, a busca por espaços externos ganhou protagonismo depois da pandemia.
Agora, porém, essa demanda começa a assumir uma nova forma: terraços privativos em altura, independentes dos apartamentos e concebidos como uma extensão das áreas sociais das residências. O conceito já tem uma primeira expressão em Buenos Aires pelas mãos da Quantum Bellini, um complexo residencial com duas torres de 34 e 44 andares que incorporou quatro pavimentos completos de áreas de lazer e um produto pouco habitual para o mercado local: rooftops privativos localizados a partir do 30º andar. São espaços de 70 a 110 metros quadrados, com uma área coberta de estar e piscina ou jacuzzi própria, além de vistas abertas para o rio ou para a cidade.
Ao todo, o projeto conta com apenas 12 dessas unidades e, segundo Martín Pinus, fundador e diretor da Martín Pinus Real Estate, a resposta do mercado foi contundente. “A demanda por esses espaços nas alturas e a céu aberto, que são um complemento da área social dos apartamentos, e por um produto único, inovador e escasso, foi altíssima”, explica Pinus. Das 12 cabanas previstas originalmente, apenas duas continuam disponíveis.
O dado, segundo o empresário do setor imobiliário, mostra como a demanda mudou dentro do segmento de maior poder aquisitivo, com compradores que buscam não apenas área construída, mas também espaços externos privativos e vistas abertas. Martín Pinus A vista do Rooftop no bairro de Núñez Quanto custa ter um terraço privativo em altura O preço desses rooftops varia entre US$ 200 mil e US$ 250 mil (cerca de R$ 1,02 milhão a aproximadamente R$ 1,28 milhão), dependendo de suas características. São áreas de 70 a 110 m² adquiridas como unidade complementar de um apartamento, ou seja, destinadas exclusivamente aos proprietários do edifício.
Dessa forma, o comprador pode incorporar o rooftop ao seu patrimônio e utilizá-lo como um espaço privativo adicional. Um dos atrativos do produto é justamente a relação entre área e preço. O valor por metro quadrado é inferior ao das unidades residenciais das torres, embora sejam espaços localizados nos andares superiores e equipados com áreas de lazer próprias.
“É um complemento que redefine o estilo de vida urbano, ampliando a experiência dos proprietários para um espaço social com privacidade absoluta nas alturas”, afirma Pinus. A ideia é que o rooftop funcione como uma espécie de extensão do apartamento: um lugar para trabalhar, descansar, receber convidados ou passar um tempo ao ar livre sem abrir mão da privacidade. Martín Pinus Um modelo que chega de Nova York Embora o conceito ainda seja pouco comum em Buenos Aires, ele não é novo nos grandes mercados imobiliários internacionais.
O modelo tem como principal referência Nova York e outras cidades globais do segmento de luxo, onde rooftops privativos e coberturas com espaços externos fazem parte da oferta premium. A diferença em relação a um terraço convencional no último andar está justamente na possibilidade de ter acesso a um espaço privativo independentemente de onde a residência esteja localizada dentro da torre. “Independentemente do andar em que você more, pode ter seu terraço com vistas impressionantes e sua própria piscina”, resume Pinus.
Nesses mercados, a altura se tornou um ativo imobiliário por si só. A lógica é levar aos andares superiores serviços e espaços tradicionalmente associados a uma casa: áreas sociais, espaços verdes, piscinas e privacidade, mas com uma diferença fundamental: a vista da cidade. Martín Pinus Um mercado de nicho dentro do segmento premium Para Pinus, os rooftops ainda representam um mercado de nicho, mas com potencial de expansão dentro do segmento prime.
A explicação está ligada a uma transformação mais ampla nas preferências de quem compra imóveis de alto padrão. “Desde o fim da pandemia, houve uma mudança profunda na forma como as pessoas e as famílias querem viver nas cidades”, afirma. Nesse cenário, os espaços externos, as vistas abertas e a possibilidade de contar com áreas sociais privativas ganharam peso na decisão de compra.
No caso dos rooftops, soma-se a isso um componente de escassez: são poucas unidades, nem todos os edifícios podem oferecê-las e sua disponibilidade é limitada desde o início. O resultado é um produto que busca combinar altura, privacidade e espaços externos em uma categoria ainda incipiente para o mercado residencial de Buenos Aires. Matéria publicada originalmente em Forbes Argentina O post Como São e Quanto Custam os Rooftops Mais Exclusivos de Buenos Aires apareceu primeiro em Forbes Brasil .
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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