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    Conheça Eloína dos Leopardos, que coroou Anitta na Grande Rio
    CNN Brasil·21 de set., 13:01

    Conheça Eloína dos Leopardos, que coroou Anitta na Grande Rio

    A cantora Anitta , 33, foi coroada rainha de bateria da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio na noite do último domingo (20), pelas mãos de Eloína dos Leopardos, travesti que inaugurou o tão disputado posto há 50 anos, na coirmã Beija-Flor de Nilópolis. Natural de Catumbi, na zona central do Rio de Janeiro, a atriz , coreógrafa e produtora foi criada pela madrinha, Jacira. Desde a infância, já se identificava com o feminino, gostando, inclusive, de usar brincos e batons.

    Leia Mais Brunna Gonçalves nega rivalidade com Anitta após cantora ser coroada rainha Saiba qual foi a única "exigência" de Anitta para ser rainha da Grande Rio Anitta é coroada rainha de bateria da Grande Rio; veja Aos 14 anos, a artista passou a trabalhar como camareira de vedetes no Teatro Carlos Gomes. Já em 1966, passou a apresentar-se como dançarina de casas noturnas em Copacabana a convite do produtor Carlos Machado. Assim como outras transformistas da época, a bailarina deixou o país rumo a Paris por conta da repressão da ditadura militar e a busca por uma vida melhor.

    Em 1975, já de volta do Rio de Janeiro, ela fez sucesso ao participar de um concurso de baile de Carnaval, que lhe rendeu o convite para o cargo à frente da bateria da azul e branca pelo então carnavalesco Joãosinho Trinta , com o enredo “Sonhar com Rei Dá Leão”. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Eloína dos Leopardos (Oficial) (@eloinadosleopardosdivas) Na época, ninguém sabia que a rainha era travesti e, quando noticiaram no dia seguinte, “foi um escândalo”. Em 1980, Eloína fundou a “Noite dos Leopardos”, um sucesso no reduto boêmio carioca.

    O show era marcado por performances ousadas e sensuais, quebrando normas de gênero. Em 2023, a artista voltou à folia carioca para desfilar na Beija-Flor sob o enredo “Brava gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”.

    Já em 2025, também foi homenageada pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, com o enredo sobre Xica Manicongo, primeira travesti não-indígena do Brasil. Anitta agradece comunidade de Grande Rio No palco, Anitta agradeceu a oportunidade e reforçou que, acima de qualquer fama, o samba é o mais importante. “Eu sei que aqui hoje tem muitos fãs meus, de outros lugares, que não são nem daqui.

    E eu agradeço muito a presença. Mas, eu agradeço muito ao apoio da comunidade que está sempre aqui. Para mim, a opinião de vocês é o que importa”.

    Na sequência, a cantora disse ainda que como qualquer menina que nasceu no subúrbio carioca, sonhou em ocupou aquele espaço. “Mas só se a comunidade estiver feliz com a minha presença aqui”, afirmou. “Quando a gente conversou sobre fazer parte ou não da escola, eu perguntei a todos se eles tinham certeza de que vocês gostariam.

    Para mim, acima de qualquer fama, o mais importante é o enredo, é o samba, são vocês que trabalham aqui, que fazem a bateria acontecer”, acrescentou. “Eu estou aqui com muita gratidão, com muita honra, muito feliz mesmo. Minha família está aqui, feliz por mim.

    Mas, se algum dia vocês não desejarem mais isso, acharem que não é mais isso, eu vou sair com a mesma gratidão e felicidade. Mas se quiserem que eu fique, eu vou ficando. Muito obrigada”, disse por fim.

    Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Acadêmicos do Grande Rio (@granderio) Como surgiu o Carnaval e por que ele se tornou tão popular no Brasil ]]>

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