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    Conselho do MPF decide se investiga Gonet no caso Master
    Revista Oeste·25 de set., 12:35

    Conselho do MPF decide se investiga Gonet no caso Master

    O Conselho Superior do Ministério Público Federal se reúne nesta sexta-feira, 25, às 10h, para decidir se há elementos suficientes para abrir uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas apurações relacionadas ao Banco Master. O colegiado também poderá avaliar a designação de um subprocurador-geral para examinar eventual prática de crime comum atribuída a Gonet. O procedimento foi instaurado depois que a Polícia Federal encontrou, no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mensagens com referências a Gonet.

    A representação que deu origem à análise foi apresentada em 2 de setembro por deputados do Novo, que pediram o afastamento do PGR dos procedimentos relativos ao banco. + Entenda mais sobre Política em Oeste A análise, contudo, não corresponde a uma acusação criminal contra Gonet nem a um processo administrativo disciplinar destinado, neste momento, a aplicar uma punição. O Conselho deverá verificar se as informações levantadas comprometem a atuação do procurador-geral nos casos do Master e se existem elementos que justifiquem uma investigação.

    O empresário Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante confraternização com charutos e uísque em Londres, em abril de 2024 | Foto: Reprodução Mensagens e encontro em Londres Segundo o relatório da PF, o advogado Ciro Soares, que já defendeu o Banco Master, teria intermediado contatos entre Gonet e Vorcaro. Em abril de 2024, Soares escreveu ao então banqueiro que “Gonet é firme” e que “amizade é tudo”. O material também inclui uma fotografia de Gonet ao lado de Vorcaro durante um evento em Londres, em abril de 2024.

    Na imagem, o procurador-geral aparece com um charuto nas mãos, enquanto o ex-banqueiro está sentado à sua frente. A fotografia foi encaminhada a Vorcaro por Ciro Soares em março de 2025, acompanhada da informação de que Gonet queria falar com ele. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, em sessão do Conselho Superior do MPF, em 05/11/2024 | Foto: Antonio Augusto/MPF Na sequência, segundo as informações reunidas pela PF, foram registradas chamadas telefônicas entre os envolvidos, incluindo uma ligação de três minutos e 49 segundos.

    O relatório também registra mensagens em que Vorcaro menciona Gonet durante conversas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em uma dessas conversas, Vorcaro teria pedido a Moraes que intercedesse junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) em seu favor. As referências a Gonet fazem parte do conjunto de informações que será analisado pelo Conselho Superior.

    Gonet nega proximidade com Vorcaro Durante uma sessão do STF, Gonet afirmou que não mantinha relação de proximidade com Vorcaro e classificou o encontro em Londres como circunstancial. “Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro", declarou. "O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024.

    ” Daniel Vorcaro confraterniza em evento com Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça | Foto: Metrópoles/Reprodução Em ofício encaminhado ao Conselho, Gonet também afirmou considerar-se “juridicamente plenamente apto para a atuação desinibida e livre nos procedimentos envolvendo o Banco Master”. Ele não participará da votação desta sexta-feira por ser o alvo da análise. O relator do procedimento é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino.

    A sessão será presidida pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino, e terá início às 10h. O MPF informou que a reunião será transmitida ao vivo. Entre os possíveis desdobramentos estão o arquivamento do procedimento, a realização de diligências complementares ou a adoção de medidas para afastar Gonet especificamente dos casos relacionados ao Banco Master.

    Fachada do prédio do Banco Master, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo | Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo. Caso sejam identificados elementos que indiquem possível crime comum, o Conselho poderá designar um subprocurador-geral da República para analisar os fatos. Essa eventual designação não significaria, por si só, uma condenação ou a saída de Gonet do cargo de procurador-geral.

    O subprocurador designado poderá requisitar diligências e avaliar os elementos disponíveis. Se entender que não há justa causa, poderá requerer o arquivamento. Caso identifique indícios suficientes de autoria e materialidade, poderá levar o caso adiante na forma prevista pela legislação.

    Uma eventual investigação sobre a atuação de Gonet também poderá repercutir nos procedimentos relacionados ao Banco Master, inclusive com possíveis questionamentos das partes sobre atos praticados pelo PGR. A extensão dessas consequências dependerá, contudo, das conclusões do Conselho e de eventuais apurações posteriores. O post Conselho do MPF decide se investiga Gonet no caso Master apareceu primeiro em Revista Oeste .

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