Conselho do MPF tem maioria para manter Gonet à frente do caso Master
2026) para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, continue à frente das investigações sobre o caso Master. Na mesma sessão, o colegiado, com 9 votantes, tem placar de 3 a 3 para que também seja arquivado o pedido do partido Novo de instauração de investigação criminal preliminar contra Gonet. Veja como votam o integrantes do Conselho Superior: Francisco Sanseverino (relator): negar a tese de impedimento e arquivar pedido de investigação; Janice Agostinho Barreto Ascari: negar o impedimento do PGR e instaurar investigação preliminar; Celso de Albuquerque Silva: acompanhou o relator; Samantha Chantal Dobrowolski: reconhecer o impedimento do PGR e instaurar investigação preliminar; Alexandre Camanho: acompanhou o relator; José Adonis: negar o impedimento do PGR e instaurar investigação preliminar; Ana Borges Santos: não concluiu o voto; Hindenburgo Chateaubriand (vice-PGR): não concluiu o voto; Nicolao Dino (presidente em exercício do Conselho): não concluiu voto O colegiado analisa pedido do partido Novo para que Gonet seja afastado da condução do banco Master, por ter sido citado em relatório da Polícia Federal tornado público em 1º de setembro de 2026.
Em seu voto divergente, Dobrowolski ressaltou que, enquanto autoridade pública, Gonet deveria ter tido maiores cuidados. A subprocuradora defendeu que seja designado um integrante do MPF para que instaure procedimento de apuração para avaliar conduta do procurador-geral e eventual crime de prevaricação. O relator do caso, o subprocurador-geral Francisco Sanseverino, defendeu o arquivamento do pedido para investigar Gonet.
Segundo ele, a informação da PF, requisitada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, não apresentou indícios suficientes contra o procurador-geral. A sessão é presidida pelo vice-presidente do conselho, o subprocurador Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Gonet não compareceu por ser o alvo do procedimento interno analisado.
Dobrowolski acompanhou a conselheira Janice Ascari para reconhecer a necessidade de que, internamente, seja designado um colega para verificar se houve irregularidades. Com a divergência, Dobrowolski afirma que Gonet errou em ter pedido a nulidade da investigação uma vez que há citação a seu nome. “Ninguém pode ser juiz de si mesmo” .
MENSAGENS E FOTO Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro mostram menções a Gonet . Nas conversas, o ex-advogado de Vorcaro, Ciro Soares, se exibia para o cliente como um interlocutor com o procurador-geral e repassava mensagens do PGR. Em 15 de março do ano passado, Ciro Soares mandou mensagem para Vorcaro em que aparece em uma foto com Gonet.
“Liga aqui. Ele quer falar com você” . Em seguida, Vorcaro liga para o telefone do advogado.
A PF também extraiu do celular de Vorcaro uma foto em que o ex-banqueiro aparece sentado com Gonet, durante um evento em Londres, no Reino Unido. Na imagem, eles estão acompanhados de outros 2 homens e aparecem diversos copos tipicamente usados para tomar whisky nas mesas. O PGR fuma um charuto.
Segundo a PF, a imagem foi enviada a Vorcaro pelo ex-advogado do Banco Master, Ciro Soares, em 19 de junho de 2025. Foi acompanhada da mensagem: “PG me mandou” –as iniciais remetem ao nome de Paulo Gonet. Paulo .
Segundo apuração do Globo , Gonet diz que a foto foi tirada em abril de 2024. Durante a sessão do Supremo de 15 de setembro, o procurador-geral da República disse que não manteve relação de proximidade com Vorcaro e que os elementos analisados não indicam prática de irregularidade de sua parte. Segundo Gonet, ele se encontrou uma única vez com o ex-banqueiro, em abril de 2024, em uma ocasião que reuniu outras autoridades.
“O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024” . ]]>
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