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    Contas do governo registram déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto
    CNN Brasil·29 de set., 13:11

    Contas do governo registram déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto

    O governo central registrou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026. O resultado representa um recuo real de 16,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando as contas foram deficitárias em R$ 15,5 bilhões. Com isso, o resultado do mês ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontou para um déficit de R$ 16 bilhões.

    Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). Leia Mais Shein decepciona no primeiro balanço após IPO; ação cai cerca de 14% Orçamento de 2027 será ajustado para incluir R$ 27,7 bi em novas despesas Inadimplência bate novo recorde em agosto, segundo Banco Central No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o governo central apresentou déficit primário de R$ 94,9 bilhões. No mesmo período de 2025, o déficit alcançou R$ 85,9 bilhões, em valores correntes.

    No mês passado, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 5 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 18,6 bilhões. O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 3,5% na receita líquida e de 1,9% nas despesas totais em comparação com agosto de 2025. De acordo com o Tesouro Nacional, o crescimento real da receita líquida foi impactado pelas Receitas Administradas pela Receita Federal, que aumentaram 5,6% (+R$ 7,6 bilhões), pela Arrecadação Líquida para Previdência, com expansão de 6,3% (+R$ 3,9 bilhões), e pelas Receitas Não Administradas pelo Fisco, que avançaram 5,3% (+R$ 1,6 bilhão).

    No que se refere às despesas, o aumento observado em agosto foi influenciado, principalmente, pelas despesas com o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (+R$ 4,9 bilhões), que não foram realizadas em 2025. Além disso, também houve crescimento das despesas com Benefícios Previdenciários (+R$ 2,7 bilhões), com Abono e Seguro-Desemprego (+R$ 2,4 bilhões) e com Créditos Extraordinários (+R$ 1,3 bilhão), este último resultante das medidas de mitigação dos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. ]]>

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