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    Copom corta juros pela quinta vez seguida, para 13,75% ao ano – na última reunião antes das eleições
    InvestNews·16 de set., 21:37

    Copom corta juros pela quinta vez seguida, para 13,75% ao ano – na última reunião antes das eleições

    O Banco Central reduziu nesta quarta-feira (16) a Selic – de 14% para 13,75% ao ano. A decisão, tomada de forma unânime, era amplamente esperada pelo mercado. Foi o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual no atual ciclo de afrouxamento monetário.

    A sequência começou março, quando a Selic estava em 15% ao ano. Segundo comunicado que acompanhou a decisão , os integrantes do Copom levaram em conta a desaceleração da atividade econômica e a trajetória mais benigna dos preços, ainda que tenham reconhecido fatores de risco à inflação, como a “desancoragem” das expectativas. Leia também Economia Fed ‘ignora’ pressão de Trump e sobe os juros nos EUA pela primeira vez desde 2023 “ Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido “, apontou o Copom no comunicado.

    “[ O Copom ] entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. Ainda que o corte desta quarta-feira tenha sido quase uma unanimidade para o mercado, que via 95% de chances de um corte de 0,25 ponto, as casas de análise divergem sobre os próximos passos do BC, levando em conta que há mais duas reuniões antes do fim do ano. A reunião desta quarta foi a última antes dos dois turnos das eleições presidenciais em outubro.

    Leia também Investimentos Maior deflação em quatro anos aumenta chance de mais um corte na Selic – nos EUA, a perspectiva é o oposto ” Uma pausa na reunião de novembro continua sendo nosso cenário base”, afirmou a equipe de análise da BTG Pactual Asset, liderada por Thiago Berriel. A gestora do banco de investimento enxerga a Selic em 13,75% no fim deste ano. Mas ao longo de 2027 a retomada do ciclo de queda pode levar a taxa básica para 12% ao ano.

    “O ciclo de calibração ocorreu em meio à deterioração das expectativas. Uma interrupção ajudaria a estabilizá-las e permitiria incorporar as definições pós-eleitorais sobre a política econômica”, dizem os analistas da asset do BTG. Copom na visão do mercado Essa é também a visão consensual do mercado conforme as medianas do último boletim Focus , do Banco Central: 13,75% ao fim de 2026 e 12% ao fim de 2027.

    Para o economista-chefe da Suno, Gustavo Sung, o balanço de riscos para a inflação indica mais chances de alta do que de baixa. O especialista aponta vários fatores que podem pressionar os preços para cima: resiliência dos serviços, El Niño, volatilidade cambial, choques de segunda ordem do petróleo e desancoragem adicional das expectativas de inflação para 2027 e 2028. O economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, também acredita que o BC vai fazer uma pausa e retomar os cortes no ano que vem.

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