Copom Corta Selic em 0,25 Ponto e Taxa de Juros Cai para 13,75% Ao Ano
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual , de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros.
A decisão foi unânime e confirmou a expectativa predominante do mercado financeiro. O Boletim Focus divulgado na segunda-feira (14) já indicava que a Selic terminaria 2026 em 13,75%, sem novos cortes até dezembro. A decisão do Banco Central brasileiro vem na sequência do aumento de juros feito pelo Federal Reserve (Fed), o primeiro desde 2023 .
O banco central americano aumentou a taxa em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. Juros mais altos nos Estados Unidos aumentam a atratividade dos títulos americanos e podem reduzir o fluxo de recursos para mercados considerados mais arriscados, como o Brasil. A decisão também diminui a diferença entre as taxas praticadas pelos dois países.
O que diz o comunicado do Copom Ao justificar o corte, o Copom afirmou que os indicadores mostram uma “moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos”, embora ela ainda esteja em patamar resiliente. O mercado de trabalho, segundo o comunicado, permanece aquecido. O comitê também reconheceu uma melhora no comportamento dos preços.
“A inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta”, afirmou. As expectativas do mercado também apresentaram alguma melhora no curto prazo, embora continuem acima da meta perseguida pelo Banco Central. O Focus desta semana reduziu de 5% para 4,9% a estimativa para a inflação de 2026.
Para 2027, a previsão subiu de 4,29% para 4,3%. A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. As projeções do próprio Copom são diferentes das estimativas do mercado.
No cenário de referência do Banco Central, o IPCA deve terminar 2026 com alta de 5,2%. Para 2027, a projeção é de 3,9%. No primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante para a política monetária, o BC estima inflação de 3,2%.
O número está próximo do centro da meta. Quais são as principais preocupações do Comitê Apesar da melhora recente, o Copom afirmou que “os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista”. Isso significa que o comitê ainda considera mais relevantes os fatores capazes de pressionar os preços.
Entre as principais preocupações estão uma desancoragem mais prolongada das expectativas e uma inflação de serviços mais resistente. O Banco Central também citou o risco de uma taxa de câmbio persistentemente depreciada. Outro ponto de atenção é a adoção de estímulos ao consumo capazes de manter o crescimento da economia acima de seu potencial.
Segundo o Copom, esse movimento poderia enfraquecer parte dos canais de transmissão da política monetária. No sentido contrário, uma desaceleração mais intensa da atividade brasileira poderia reduzir a inflação. Uma perda maior de força da economia mundial ou uma queda nos preços das commodities também ajudaria a aliviar a pressão sobre os preços.
O Copom voltou a destacar os efeitos da política fiscal sobre a condução dos juros e sobre os preços dos ativos financeiros. Segundo o comunicado, a desancoragem das expectativas para prazos mais longos “contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação”. No cenário externo, o Banco Central afirmou que permanecem as incertezas relacionadas aos conflitos armados no Oriente Médio e à política monetária das economias avançadas.
“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, afirmou o comitê. A elevação dos juros pelo Fed reforçou esse quadro. A decisão americana ocorreu em meio à persistência da inflação nos Estados Unidos e às pressões provocadas pelos preços de energia.
Ao tratar dos próximos passos, o Copom não se comprometeu com um novo corte. O comitê afirmou que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações”, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta. Segundo o Banco Central, “o cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”.
Mesmo com a redução, a Selic permanece em nível elevado. A taxa básica influencia os juros cobrados nos empréstimos e financiamentos, além do rendimento das aplicações financeiras. Os efeitos das mudanças sobre o consumo e os investimentos aparecem de maneira gradual na economia.
Votaram pela redução Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira. O post Copom Corta Selic em 0,25 Ponto e Taxa de Juros Cai para 13,75% Ao Ano apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Forbes Brasil →