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    InvestNews·25 de out., 15:43

    Credores e acionistas da Braskem ficam mais perto de um acordo

    Credores e acionistas da Braskem estão mais próximos de um acordo para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas, segundo pessoas a par do assunto. Propostas tanto da petroquímica quanto dos credores preveem uma oferta subsequente de ações, com injeção de capital por parte dos principais acionistas e de terceiros, além de uma conversão simultânea de dívida em ações pelos credores, conforme documentos sobre as negociações divulgados no sábado. A injeção inicial de capital pelos acionistas e a conversão de dívida em ações pelos credores somariam cerca de US$ 4 bilhões, segundo a proposta dos credores, e cerca de US$ 5 bilhões, segundo a proposta da Braskem, mostram os documentos.

    Esse é o ponto em que as duas partes estiveram mais próximas de um acordo durante as negociações no processo de recuperação extrajudicial, disse uma das pessoas, que pediu para não ter o nome revelado, pois as conversas são confidenciais. Leia também Negócios Credores pedem recuperação judicial de subsidiária da Braskem nos EUA Negócios Caso da Oncoclínicas testa as regras da recuperação extrajudicial no Brasil Apesar do progresso nas conversas, ainda persistem diferenças significativas entre as propostas, e um acordo não está garantido, disseram as pessoas. Na proposta da empresa, os credores converteriam US$ 2,8 bilhões em ações, enquanto acionistas principais e terceiros se comprometeriam a injetar US$ 1,2 bilhão em uma oferta subsequente de US$ 2,25 bilhões, prevista para ocorrer, provavelmente, ainda este ano.

    Caso seja necessário atingir determinadas métricas, os acionistas principais realizariam aporte adicional de até US$ 500 milhões, e os credores contribuiriam com até US$ 1 bilhão por meio de conversão de dívida em junho de 2029. Os credores concordam com um follow-on de US$ 2,25 bilhões, mas sugerem que US$ 1,85 bilhão desse montante seja garantido pelos principais acionistas ou por terceiros, desde que o compromisso seja firmado agora. Qualquer terceiro — que não os principais acionistas — que venha a oferecer esse tipo de garantia precisaria da aprovação dos credores antes da ratificação do plano, disseram eles.

    Os credores também propuseram uma conversão imediata de dívida em ações no valor de US$ 1,85 bilhão, com um compromisso adicional de US$ 450 milhões para junho de 2029, caso seja necessário. Na proposta da companhia, a Petrobras e o IG4 Capital Group manteriam o controle e a gestão da Braskem. O IG4 não quis comentar.

    A Petrobras não respondeu de imediato a mensagens solicitando um posicionamento. A Braskem disse que segue em negociações com credores no seu processo de recuperação extrajudicial e optou por não fazer mais comentários. As conversas continuam e muitos detalhes ainda precisam ser definidos, segundo as pessoas.

    Embora ambas as partes tenham até o dia 22 de novembro para chegar a um acordo, a expectativa é que isso ocorra antes, afirmaram as pessoas. A Braskem, maior produtora petroquímica da América Latina, tem enfrentado anos de turbulência, com uma redução em seu caixa após um desastre ambiental em uma de suas minas de sal e um longo período de preços deprimidos no setor petroquímico. Diversas tentativas fracassadas do conglomerado Novonor — que atravessa dificuldades — de vender sua participação controladora agravaram ainda mais a situação.

    A companhia protocolou um pedido de recuperação extrajudicial em agosto. O plano, detalhado em documentos judiciais na ocasião, incluía o compromisso dos principais acionistas — ou de terceiros acordados — de aportar ou garantir a subscrição de novo capital após um período de carência; contudo, o montante, a estrutura e o cronograma permaneceram em aberto. Desde então, a empresa e um grupo de detentores de títulos de dívida têm mantido negociações intensas para elaborar um plano de reestruturação definitivo e evitar um pedido de recuperação judicial.

    Anteriormente, os detentores de títulos solicitaram aos acionistas controladores — Petrobras e IG4 Capital Group — um aporte de US$ 3 bilhões em capital novo, pedido que foi rejeitado. ]]>

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