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    InvestNews·23 de set., 22:06

    Credores tentam barrar financiamento da Braskem para Idesa

    Um grupo de credores da Braskem está tentando impedir a companhia de aportar recursos na unidade mexicana Braskem Idesa , sob o argumento de que a operação pode desviar recursos escassos da petroquímica brasileira enquanto a companhia trabalha para reestruturar a própria dívida. Os credores pediram à Justiça de São Paulo que proíba temporariamente a Braskem e outras entidades incluídas na reestruturação brasileira de fazer novos desembolsos ou assumir compromissos adicionais para financiar o processo de Chapter 11 da Braskem Idesa, segundo documentos judiciais vistos pela Bloomberg News . O Ministério Público de São Paulo , chamado pela juíza do caso a se manifestar no processo, recomendou a suspensão dos pagamentos, de acordo com os documentos.

    A expectativa é que a juíza dê uma decisão final sobre o caso nesta semana. A Braskem Idesa, joint venture com o conglomerado do bilionário mexicano Carlos Slim , entrou em agosto com pedido de recuperação judicial pré-negociada nos EUA e busca aprovação para um financiamento que seria fornecido pela controladora Braskem. Leia também Negócios Credores da Braskem exigem US$ 3 bilhões de Petrobras e IG4 para reestruturar dívida Negócios A ‘reestruturação da reestruturação’: por que a nova crise da Casas Bahia é mais do que um caso isolado Argumentos contra a transação Segundo os credores da Braskem, a transação incluiria cerca de US$ 415 milhões em financiamento do tipo debtor-in-possession, ou DIP, além de outros compromissos que poderiam elevar a exposição da companhia para aproximadamente US$ 800 milhões, diz o documento.

    Isso poderia afetar a liquidez, a capacidade de pagamento aos credores, a posição financeira, o nível de endividamento e as garantias disponíveis da empresa. Os detentores de títulos argumentam que “recursos das devedoras brasileiras estariam sendo direcionados em benefício de credores de uma subsidiária estrangeira, com possível redução do patrimônio disponível aos credores sujeitos à recuperação extrajudicial brasileira”, segundo o documento. A Braskem está em meio a negociações tensas para um processo de US$ 11 bilhões de reestruturação de dívida em uma recuperação extrajudicial no Brasil.

    A maior produtora petroquímica da América Latina enfrenta anos de turbulência, com redução de caixa após um desastre ambiental em uma de suas minas de sal e um longo período de preços deprimidos no setor petroquímico. 9 de outubro: limite para acordo entre Braskem e credores A empresa brasileira — controlada pela Petrobras e pelo Grupo IG4 Capital — e os credores continuam distantes de um acordo sobre os planos para reestruturar a dívida. As partes têm até 9 de outubro para chegar a um acordo sobre os termos da operação e até o fim de novembro para apresentar um plano final com apoio de mais da metade dos credores e evitar um pedido de recuperação judicial no Brasil.

    A Braskem Idesa, por sua vez, passou meses negociando com credores para reestruturar a dívida após deixar de pagar juros de títulos em dólares. As persistentes pressões de liquidez obrigaram a unidade mexicana a operar abaixo da capacidade, limitando a possibilidade de se beneficiar da alta dos preços do petróleo após uma prolongada retração do setor petroquímico. ]]>

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