SJX NEWS

    olhardigital.com.br

    Olhar Digital

    SJXNEWS
    Criminosos invadem serviços de IA para usar modelos sem pagar
    Olhar Digital·03 de nov., 18:17

    Criminosos invadem serviços de IA para usar modelos sem pagar

    Criminosos estão encontrando nova maneira de lucrar com a inteligência artificial (IA) : em vez de investir na contratação de modelos avançados, eles roubam credenciais de empresas para utilizar serviços de IA pagos por outras pessoas. Conhecida como LLMjacking, a prática pode provocar prejuízos de mais de US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil) em poucos minutos. O alerta foi feito pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG), que identificou o crescimento desse tipo de ataque nos últimos anos.

    Segundo a equipe de inteligência, grupos especializados estão invadindo ambientes corporativos para assumir o controle de serviços de IA, explorar sua capacidade computacional e transferir os custos para as organizações vítimas. A estratégia começa, geralmente, com a identificação de pontos de acesso a modelos de linguagem expostos publicamente ou com o roubo de chaves de acesso às APIs dessas plataformas. Os criminosos também utilizam credenciais de serviços em nuvem, tokens de identidade e informações de sessão para entrar na infraestrutura das empresas.

    Entre os dados explorados estão credenciais de gerenciamento de identidade e acesso (IAM, na sigla em inglês), chaves de contas de serviço, tokens pessoais do GitHub e tokens de sessões ativas. Depois de conseguir uma entrada, os invasores procuram ampliar seus privilégios e consolidar o acesso aos sistemas comprometidos. Como funciona o LLMjacking?

    O objetivo é assumir o controle dos recursos de modelos de linguagem de grande porte (LLMs, na sigla em inglês) e transformá-los em uma fonte de dinheiro. De acordo com o GTIG, isso acontece por meio de serviços de intermediação de tokens, transmissão automatizada de modelos e disponibilização de hardware com GPUs; Na prática, os invasores utilizam a capacidade computacional e as assinaturas das vítimas para executar tarefas de IA. Enquanto isso, a conta da empresa comprometida recebe as cobranças pelo processamento; O impacto financeiro pode ser bastante rápido.

    Em um dos casos documentados pelo Google, um agente identificado como UNC6993 conseguiu acesso a chaves de APIs de LLMs e tentou gerar novas credenciais e habilitar serviços adicionais em projetos de nuvem pertencentes às vítimas. A operação acumulou mais de US$ 100 mil em cobranças; Outro grupo adotou estratégia diferente: inscreveu contas comprometidas em planos de pagamento por uso, selecionou modelos avançados e iniciou fluxos de inferência em alto volume; Para contornar limites de utilização, os criminosos empregaram técnica chamada burn and rotate, que consiste em criar e excluir continuamente contas de serviço temporárias. Eles também acompanhavam a interface de cobrança do provedor de nuvem para monitorar o impacto financeiro das operações.

    Leia mais: Ataques cibernéticos a geladeiras de supermercados atingem 7 países da Europa Modelo de IA da Anthropic ignora aviso e mantém ciberataque em teste de segurança Falsa entrevista e IA: Binance detalha invasão de US$ 6,3 bilhões Alerta foi feito pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG) – Imagem: arkanto / iStock Criminosos também revendem acesso a modelos de IA O uso indevido da infraestrutura corporativa não se limita à execução de tarefas próprias. Em alguns casos, os invasores também aproveitam o acesso roubado para hospedar serviços de proxy e sistemas baseados em agentes de IA. js para disponibilizar serviços compatíveis com diferentes modelos avançados.

    O grupo também implantou um backdoor em contêiner que consultava um modelo de linguagem externo para interpretar instruções e executar comandos localmente. Segundo o GTIG, o ecossistema criminoso está se tornando mais organizado. Enquanto alguns grupos ficam responsáveis por invadir ambientes corporativos e obter credenciais, outros cuidam da monetização dos acessos roubados.

    Esses operadores são chamados de LLM Mixers. Eles funcionam como intermediários que agregam, encaminham e revendem o acesso não autorizado a modelos de IA para clientes de mercados clandestinos. Com o uso de gateways de API de código aberto e estruturas próprias de retransmissão, os criminosos conseguem reunir credenciais roubadas, controlar o consumo e dificultar a identificação da origem das solicitações.

    Google alerta para avanço dos ataques O GTIG avalia que os criminosos devem priorizar cada vez mais o LLMjacking, em detrimento de outras práticas de roubo de recursos computacionais. Diante desse cenário, a equipe recomenda que as organizações ampliem a visibilidade sobre suas plataformas de IA e monitorem alterações em contas e serviços associados aos modelos. O Google também orienta que qualquer ativação não autorizada de recursos seja tratada como um incidente crítico de segurança.

    Outra recomendação é aplicar o princípio do menor privilégio, garantindo que usuários e contas tenham somente as permissões estritamente necessárias para realizar suas atividades. O avanço desse tipo de ataque mostra como a expansão da IA também cria novas oportunidades para o cibercrime. Além do risco de exposição de informações, empresas agora precisam lidar com a possibilidade de criminosos transformarem seus próprios serviços de IA em uma fonte de despesas inesperadas.

    O post Criminosos invadem serviços de IA para usar modelos sem pagar apareceu primeiro em Olhar Digital . ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Olhar Digital →