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    CSN recebe ofertas de R$ 11 bi pela unidade de cimento: Votorantim, Huaxin e Polimix estão na disputa
    InvestNews·18 de set., 12:55

    CSN recebe ofertas de R$ 11 bi pela unidade de cimento: Votorantim, Huaxin e Polimix estão na disputa

    Os títulos de dívida da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estão entre os que mais se valorizaram nos mercados emergentes desde a nomeação do novo CEO da companhia. Investidores avaliam que o programa de venda de ativos pode finalmente avançar e ajudar a siderúrgica a reduzir o alto endividamento. Ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman foi anunciado como novo CEO da CSN em 2 de setembro.

    A mudança é vista por investidores e bancos credores como o início de uma nova fase para a companhia, que é comandada por Benjamin Steinbruch há duas décadas . A escolha de um executivo de fora da família controladora foi interpretada como um sinal positivo, ao colocar à frente da empresa alguém com experiência para concluir negociações que se arrastam há anos. “É uma mudança simbólica positiva”, disse Nicolas Giannone, analista da Balanz.

    Segundo ele, embora Steinbruch continue como presidente do conselho de administração, a chegada de Schvartsman “coloca um novo rosto em uma ‘nova’ CSN e reafirma a intenção da companhia de reduzir a alavancagem e simplificar os negócios”. Os títulos da CSN acumulam retorno médio de cerca de 5% desde o anúncio, enquanto um índice mais amplo de dívida corporativa de mercados emergentes registra perda de 0,5% no período. Venda da CSN Cimentos A venda da unidade de cimento está em estágio mais avançado, e um acordo pode ser anunciado nas próximas semanas, segundo pessoas com conhecimento das negociações ouvidas pela Bloomberg sob condição de anonimato.

    Huaxin, Votorantim e Polimix fizeram propostas vinculantes de cerca de R$ 11 bilhões cada, segundo as fontes. O valor está abaixo dos R$ 15 bilhões pretendidos pela CSN, mas a companhia pode aceitar uma oferta menor, disseram. Leia também Negócios Benjamin Steinbruch define ex-CEO da Vale como seu sucessor na endividada CSN Negócios CSN troca US$ 1 bilhão em dívida com vencimento em 2028 por títulos até 2030 A unidade de cimento foi dada como garantia a bancos em um empréstimo de pelo menos US$ 1,2 bilhão concedido em março, segundo pessoas familiarizadas com o assunto haviam informado anteriormente.

    A CSN também negocia a venda da Stahlwerk Thuringen (SWT), siderúrgica na Alemanha comprada pela companhia em 2012 por US$ 634 milhões, segundo as fontes. A companhia também recebe ofertas por alguns ativos de infraestrutura e pode optar por vendê-los separadamente, em vez de negociar uma participação minoritária no negócio de infraestrutura como um todo, como pretendia inicialmente. CSN Mineração Acionistas da CSN Mineração avaliam aumentar suas participações na companhia, aproveitando os preços considerados baixos, por meio da compra de ações adicionais da holding controladora, segundo as fontes.

    A Itochu Corporation é a segunda maior acionista da CSN Mineração, com participação de 10,85% adquirida em 2024 por R$ 4,42 bilhões. A Japão Brasil Minério de Ferro Participações Ltda. é a terceira maior acionista, com 9,35%, segundo a companhia.

    A Japão Brasil é uma subsidiária da Itochu. A Votorantim não quis comentar. , a unidade brasileira da Huaxin e Polimix não responderam aos pedidos de comentário.

    A Itochu também não respondeu. Mudança no comando Steinbruch é considerado um negociador duro em processos de venda de ativos e costuma buscar condições mais favoráveis para a CSN. A última venda de controle de um negócio da companhia ocorreu em 2018, quando a empresa recebeu US$ 400 milhões pela operação siderúrgica americana CSN LLC.

    Investidores avaliam que Schvartsman tem experiência para avançar com o programa de desinvestimentos da CSN. O executivo passou por algumas das maiores empresas brasileiras dos setores industrial e de recursos naturais, como Vale e Klabin. Cesar Fernandez, sócio da Alpha Credit Advisors, disse que o novo CEO pode acelerar o programa de venda de ativos da CSN e interromper “uma trajetória de alavancagem que vem tomando o caminho errado há anos”.

    A expectativa é que Schvartsman apresente resultados rapidamente. Mesmo após a alta recente, os títulos da CSN em dólar acumulam perda média de cerca de 11,2% em 2026. No início do ano, investidores venderam os títulos da siderúrgica diante do temor de que a CSN pudesse enfrentar dificuldades financeiras em meio às taxas de juros de dois dígitos no Brasil.

    A situação financeira da companhia continua pressionada. No último trimestre, a CSN registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 773 milhões (US$ 151,7 milhões), no décimo trimestre consecutivo de resultado negativo. O prejuízo foi seis vezes maior que o registrado um ano antes.

    A CSN acumulou dívidas para financiar investimentos em suas diferentes unidades de negócios. Os juros elevados e a concorrência estrangeira, que pressionaram o crescimento, também afetaram o balanço da companhia. A dívida líquida chegou a R$ 42,1 bilhões em 30 de junho, elevando a relação entre dívida líquida e Ebitda para 3,5 vezes.

    A experiência de Schvartsman também pode ajudar nas negociações com credores, segundo Daniel Sasson, analista do Itaú BBA. Ele destacou, entre outros pontos, a aprovação do projeto Puma 1 na Klabin, que dobrou o Ebitda da companhia. “O novo executivo tem um histórico forte e também passou por períodos de incerteza quando estava na Klabin e na Vale”, disse Manuel Mondia, gestor de portfólio da Aquila Asset Management.

    ” *Giovanna Bellotti Azevedo, Rachel Gamarski and Mariana Durão ]]>

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