CSN vende CSN Cimentos para a chinesa Huaxin por R$ 12,7 bilhões
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou neste domingo (8) que assinou o contrato com a Huaxin, empresa chinesa do setor de materiais de construção, para a alienação de participação na CSN Cimentos, avaliada em R$ 12,7 bilhões. O valor acordado para a transação corresponde ao valor total da empresa, sujeito a ajustes de fechamento relacionados à dívida líquida e ao capital de giro da CSN Cimentos na data de conclusão do negócio. Leia também Negócios CSN acerta exclusividade para vender CSN Cimentos à chinesa Huaxin por R$ 12,7 bilhões Negócios CSN acerta venda bilionária de siderúrgica alemã, mas pressão da dívida continua A siderúrgica afirma que a operação faz parte de sua estratégia de redução do endividamento e equacionamento da estrutura de capital.
A conclusão do negócio está condicionada ao cumprimento de condições regulatórias, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a anuência prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e as aprovações regulatórias aplicáveis na China. Acordo de exclusividade A CSN havia fechado um acordo de exclusividade para a venda da CSN Cimentos à Huaxin no fim de outubro. Segundo o grupo de Benjamin Steinbruch , a Huaxin foi escolhida por ter apresentado a proposta mais vantajosa no processo competitivo lançado em março de 2026.
No início de outubro, a empresa vendeu a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen (SWT) ao grupo espanhol Megasa por € 550 milhões , como parte de sua estratégia de se desfazer ativos não essenciais para reduzir seu endividamento, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 42,1 bilhões. Como parte do momento desafiador, Steinbruch anunciou a sua saída do comando executivo da CSN no começo de setembro – ele continua à frente da estratégia da companhia. Novo CEO e desalavancagem O cargo passou a ser ocupado por Fábio Schvartsman , ex-presidente da Vale.
O empresário, que controla a CSN e integra seu conselho desde 1993, foi eleito presidente do colegiado. Ele já havia exercido a função entre 1995 e 2023. A escolha de um executivo de fora da família destrava uma sucessão que Steinbruch adiava havia anos.
A missão imediata de Schvartsman será conduzir o processo de deslavancagem da empresa. Na verdade, a missão dada pelo controlador da CSN é uma cobrança que ele próprio recebe há anos de seus credores. Depois da operação de cimento, a CSN pretende vender participações minoritárias nos segmentos de infraestrutura e energia, negociar unidades independentes mantidas no exterior e buscar um sócio para a divisão siderúrgica.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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