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    Poder360·19 de set., 01:25

    Cury diz que Lula usa “a dor dos outros” com reajuste do Bolsa Família

    O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) próximo às eleições e afirmou que a medida seria uma forma de usar a situação dos beneficiários para obter votos. A declaração foi dada durante debate presidencial promovido pelo Metrópoles , pelo podcast Inteligência Ltda. 2026).

    Cury disse que o benefício é importante, mas questionou o momento do reajuste. “Por que aumentar logo em seguida, sabe? A duas semanas da eleição?

    É usar a dor dos outros para ganhar uma cadeira de presidente. Isso é uma irresponsabilidade” , disse. Durante a fala, questionou o motivo de o valor não ter sido elevado para R$ 900.

    “Por que não aumentou antes? E por que não deu 30% antes? ” , afirmou.

    O candidato disse ainda que os beneficiários do programa deveriam receber mais do que o valor atual. “As pessoas do Bolsa Família deveriam ter muito mais do que R$ 90 [valor do aumento] . Aliás, deveriam ter o dobro disso, pelo menos.

    Mas não agora, em cima da eleição” , declarou. O reajuste anunciado pelo governo em 17 de setembro foi de 15,04%. Com a mudança, o piso do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio passou de R$ 675 para R$ 777.

    Os novos valores serão pagos a partir da folha de outubro. Candidato cita visita à Rocinha Cury também mencionou uma visita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, para argumentar que políticos não deveriam usar a situação de vulnerabilidade da população para pedir votos. Segundo o candidato, ele foi ao local a convite de líderes comunitários e afirmou que não pretendia pedir votos, mas ouvir os moradores.

    “Eu disse para eles: ‘Olha, é uma irresponsabilidade um presidente vir aqui usar a dor de vocês para poder pedir voto. Eu não quero pedir voto, eu quero ouvir a dor de vocês, porque eu também passei pela dor’” , afirmou. Na sequência, Cury direcionou a crítica a Lula.

    “Agora, o que Lula está fazendo é uma atitude eleitoreira” , disse. Cury fala de Lula, Flávio e Master Em outro momento, Cury citou o caso envolvendo o Banco Master e disse que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) deveriam estar presentes para responder sobre o episódio. “E os 2 especialistas deveriam estar aqui respondendo: Flávio Bolsonaro e Lula da Silva, porque há uma promiscuidade deles com o banco e parece que eles não têm interesse de resolver essa equação” , afirmou.

    A declaração foi feita durante a discussão sobre corrupção e o funcionamento das instituições de fiscalização. Cury também afirmou que o uso de novas ferramentas de combate à corrupção não deveria substituir as polícias e os auditores, mas servir para equipá-los. Sobre o debate Participaram do debate em São Paulo Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP).

    O encontro teve formato de podcast, com foco no diálogo, na exposição de ideias e no confronto de propostas. No encontro, os candidatos comentaram temas como a atuação do Supremo Tribunal Federal, educação, segurança pública, economia e relações de trabalho. ]]>

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