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    Poder360·24 de set., 19:53

    “Dark Horse” teria verba de fundo com dinheiro do PCC, diz Durigan

    2026) que “tudo indica” que os recursos usados no exterior para financiar o filme “Dark Horse” , sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), saíram do “mesmo bolso” de uma estrutura que misturava dinheiro do crime organizado. A declaração foi dada ao apresentar a 3ª fase da operação Carbono Oculto, batizada de Crédito Oculto, a jornalistas no Ministério da Fazenda. A ação foi deflagrada nesta 5ª feira pela Receita Federal, pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) e por outros órgãos.

    Segundo a investigação: foi identificada movimentação atípica de R$ 11,6 bilhões; o dinheiro circulou por FIPs (fundos de investimento em participações), FIMs (fundos multimercado) e contas-bolsão; o esquema usava instituições do sistema financeiro legal para dar aparência de licitude às operações. Durigan afirmou que o Grupo Entre funcionava como receptor de liquidez. De acordo com o ministro, o grupo recebia dinheiro do Banco Master e do crime organizado “dentro de um mesmo bolso” .

    Entre as origens dos recursos, segundo Durigan, estavam o PCC (Primeiro Comando da Capital), usinas de etanol e distribuidoras de combustíveis ligadas ao crime organizado. Com valores de origens distintas reunidos no mesmo fundo, disse ser “muito complicado” identificar a procedência de cada parte. Ainda conforme o ministro, os recursos foram usados para: ocultar patrimônio; lavar dinheiro; corromper; dar liquidez a operações no exterior, incluindo o financiamento do filme sobre Bolsonaro; ocultar os verdadeiros compradores na aquisição de distribuidoras de combustíveis.

    Durigan disse que cabe à Receita Federal, ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal rastrear a saída de cada parte dos valores. Sobre o dinheiro destinado ao filme, o ministro afirmou que o tema “vai ser esclarecido pelas autoridades competentes”. Disse que o assunto não está sendo tratado pelo Ministério da Fazenda.

    Durigan também alertou para o risco de cooptação de fintechs e fundos de investimento pelo crime organizado. Segundo ele, o Fisco e a Fazenda vão atuar em conjunto para automatizar, com o uso de IA, a identificação de movimentações suspeitas no mercado de capitais. O Poder360 procurou os responsáveis pela Entre e sua assessoria de imprensa para perguntar se gostariam de se manifestar.

    Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. ]]>

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