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    Defesa de Vorcaro aponta alterações em celular sob custódia da PF
    Revista Oeste·29 de out., 21:49

    Defesa de Vorcaro aponta alterações em celular sob custódia da PF

    A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, afirmou nesta quinta-feira, 29, que uma análise técnica preliminar identificou registros de alterações em arquivos do celular do investigado enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal (PF). Os advogados informaram ter apresentado uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a preservação e a entrega dos dados originais da extração. O trabalho foi elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da MM Forense, contratado como assistente técnico da defesa do ex-banqueiro.

    Segundo os advogados, Vorcaro não reconhece a veracidade de parte dos conteúdos atribuídos ao aparelho e divulgados pela imprensa. + Saiba mais de Política em Oeste A defesa afirma que o celular, apreendido em 17 de novembro de 2025, é a prova central da Operação Compliance Zero. Dele teriam sido extraídas conversas utilizadas na investigação, além de mensagens íntimas e diálogos com advogados que chegaram ao noticiário.

    Registros de atividade durante a madrugada Segundo a nota da defesa de Vorcaro, o relatório oficial da PF registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões USB entre 23h22 do dia da apreensão e 2h25 do dia seguinte. Nesse período, o aparelho já estava sob custódia policial e em modo avião, afirma a defesa. Os advogados destacam que o banco de dados do WhatsApp apresentou um registro de modificação à 1h48min14s, seis segundos depois de uma das conexões USB.

    Também teriam sido identificados registros de criação ou alteração de senhas entre 2h03 e 2h25. A defesa afirma que a documentação disponibilizada não identifica os responsáveis pelo manuseio, a finalidade dos procedimentos nem seus resultados. No dia 18 de novembro, conforme os números apresentados na nota, 657 arquivos foram modificados e outros 436 foram criados.

    Entre os modificados, havia 59 bancos de dados. Entre os criados, estavam 94 imagens e cinco bancos de dados. Arquivos com datas posteriores à extração Outro questionamento envolve 340 arquivos com datas de modificação em 13 e 14 de maio de 2026.

    Segundo os advogados, a extração do conteúdo do telefone está datada de 19 de novembro de 2025. A defesa afirma que não encontrou nos autos uma explicação técnica para a diferença de quase seis meses entre a extração e os registros de modificação. v=SaWhTaq1Yrk Os advogados também apontam supostas falhas na documentação da cadeia de custódia — o conjunto de registros que permite acompanhar a coleta, a guarda, o transporte e o exame de uma prova.

    Entre as lacunas citadas estão a ausência de informações sobre marca, número de série e lacres no termo de apreensão. A nota também afirma que a mesma fotografia foi utilizada para representar dois aparelhos distintos e que o rompimento dos lacres originais não foi documentado. Defesa de Vorcaro cobra arquivos originais Segundo os advogados de Vorcaro, o material disponibilizado consiste em um relatório derivado, no formato UFDR, sem os arquivos originais da coleta realizada com o equipamento GrayKey.

    A defesa afirma que o perito demonstrou, em um arquivo público de teste, a possibilidade de editar o conteúdo desse formato e gerar um novo relatório sem alerta de integridade. O teste descrito, contudo, não demonstra que as conversas utilizadas na investigação tenham sido adulteradas. v=sLMHsWM1Ndg Os advogados cobram os dados brutos e os códigos hash , utilizados para verificar a integridade digital dos arquivos.

    Também pedem os registros técnicos da coleta, a versão da ferramenta empregada, o método de desbloqueio e a identificação de quem teve a posse ou manuseou o telefone. De acordo com a nota, o acesso a esses elementos é solicitado desde 19 de fevereiro de 2026, sem que o pedido tenha sido apreciado pelo STF. A defesa afirma que a ausência do material impede a verificação independente do conteúdo entregue.

    Os advogados também defendem a soltura de Vorcaro. Segundo eles, o investigado está preso há mais de oito meses, sem acusação formal ou perspectiva de processo. PF afirmou que preserva material original Em nota publicada em 14 de setembro, a PF afirmou que as cópias dos dados do celular entregues a gabinetes de ministros do STF correspondiam à extração realizada.

    A instituição também declarou que mantém o material original em suas dependências, com documentação formal da cadeia de custódia, lacres preservados e mecanismos de verificação de integridade digital. A manifestação antecede os questionamentos divulgados pela defesa nesta quinta-feira. Leia também: “A sobrevivência de Alcolumbre”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 346 da Revista Oeste O post Defesa de Vorcaro aponta alterações em celular sob custódia da PF apareceu primeiro em Revista Oeste .

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