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    Delcy representará Venezuela na ONU a menos de 15 km da prisão de Maduro
    CNN Brasil·21 de set., 14:44

    Delcy representará Venezuela na ONU a menos de 15 km da prisão de Maduro

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chegou ao Aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, nesta segunda-feira (21), para participar da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU. O evento acontece a cerca de 15 quilômetros do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC, na sigla em inglês), onde o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, estão presos, após serem capturados pelos Estados Unidos em Caracas no início do ano. Rodríguez, ex-vice de Maduro, deverá se reunir com o presidente americano, Donald Trump, na terça-feira (22).

    Não há informações de uma possível visita a Maduro durante a passagem por Nova York. Trump deve se reunir com Delcy Rodríguez em Nova York na terça-feira (22) Trump vai à ONU pressionado por guerras e eleição e isolado de aliados Esposa de Maduro solicita prisão domiciliar por problemas de saúde O encontro com Trump será o primeiro entre os dois líderes desde a destituição de Maduro. A presidente interina foi recebida por uma delegação que incluía Calixto Ortega, vice-presidente setorial de Economia da Venezuela; Oliver Blanco, primeiro vice-ministro de Relações Exteriores e Comércio Internacional; e John Barrett, encarregado de negócios dos Estados Unidos.

    A reunião entre Trump e Rodríguez ocorrerá à margem de uma recepção que o presidente republicano oferecerá, disse o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, a repórteres em uma teleconferência. “O presidente oferecerá uma recepção aos líderes da Assembleia Geral da ONU. Lá, ele participará de uma conversa à parte com a presidente interina Rodríguez , da Venezuela”, disse Waltz.

    Ele não deu detalhes sobre o que eles possam discutir. O Ministério da Comunicação da Venezuela, responsável por todas as consultas da imprensa ao governo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No mês passado, os EUA e a Venezuela assinaram um acordo energético que permitiria aos EUA assumir o controle parcial das vastas reservas de petróleo da Venezuela, apostando que empresas norte-americanas possam ajudar a revitalizar o setor energético abalado do país sul-americano.

    A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, enfrenta um dilema crescente sobre quando retornar ao país para angariar apoio, em meio à reticência do governo Trump em relação ao seu retorno. Machado deixou o país no final do ano passado para receber o Prêmio Nobel da Paz, depois de ter vivido praticamente na clandestinidade desde a disputada eleição de 2024. Ela procurou conquistar Trump como aliado muito antes da destituição de Maduro .

    Mas, desde a destituição, Trump tem repetidamente expressado apoio a Rodríguez. Assembleia Geral da ONU: entenda como funciona ]]>

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