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    Dinamarca e Groenlândia negam que acordo com EUA comprometa soberania
    CNN Brasil·19 de set., 11:30

    Dinamarca e Groenlândia negam que acordo com EUA comprometa soberania

    A Dinamarca e a Groenlândia afirmaram, neste sábado (19), que qualquer acordo com os Estados Unidos não comprometeria a soberania da Groenlândia, depois que o presidente Donald Trump declarou que o pacto daria a Washington “controle permanente” sobre a segurança da ilha ártica, deixando incerto o seu escopo preciso. Os dois países e o território autônomo anunciaram, na noite de sexta-feira (18), que haviam firmado um acordo para que os EUA desenvolvessem uma presença militar significativa na Groenlândia , proibindo, ao mesmo tempo, que adversários americanos construíssem suas próprias bases na ilha. Detalhes importantes do acordo não foram divulgados, incluindo a extensão da presença militar dos EUA no território dinamarquês autônomo e se algum poder formal sobre política externa e recursos seria cedido a Washington.

    Acordo com EUA é "benéfico para todos nós", diz premiê da Groenlândia Trump anuncia acordo para que EUA controlem segurança da Groenlândia Forças internacionais participam de exercício militar na Groenlândia A Dinamarca e a Groenlândia expressaram a esperança de que o acordo — cuja assinatura está prevista para ocorrer durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana — ponha fim a meses de incerteza desencadeados pelas ameaças de Trump de assumir o controle da Groenlândia. “A próxima semana pode ser uma boa semana — para a Groenlândia, a Dinamarca e os Estados Unidos”, disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, em um comunicado publicado no Facebook neste sábado. “Espera-se que um período de incerteza dê lugar a um acordo vinculativo que fortaleça a segurança no Ártico e no Atlântico Norte e, consequentemente, a nossa segurança compartilhada na Otan e na Europa — respeitando, ao mesmo tempo, as ‘linhas vermelhas’ do Reino (da Dinamarca)”, afirmou ele.

    A Dinamarca e a Groenlândia têm insistido repetidamente que Washington respeite a soberania e aceite que a Groenlândia não está à venda. Trump declarou na rede social Truth Social, na noite de sexta-feira, que, nos termos do acordo, “os Estados Unidos terão PARA SEMPRE total capacidade de fazer o que for necessário na Groenlândia para garantir e defender a segurança da Groenlândia e dos Estados Unidos da América”. O acordo “confere aos Estados Unidos controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades na Groenlândia”, disse Trump, acrescentando que nenhum adversário teria permissão para manter uma base ou presença militar no território, nem realizar investimentos sensíveis no local, sem a aprovação expressa e por escrito de Washington.

    O presidente fez o anúncio depois que a agência de notícias Reuters noticiou, com exclusividade, que os EUA e a Dinamarca estavam prestes a fechar um acordo. “Fico satisfeito, em nome da Groenlândia, por estarmos próximos da conclusão de um acordo — um acordo que beneficia não apenas a nossa segurança coletiva, mas também o desenvolvimento contínuo deste país”, disse o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, neste sábado, em uma publicação no Facebook. “O acordo reconhece a soberania e a integridade territorial do nosso Reino e o direito do povo groenlandês à autodeterminação”, acrescentou ele.

    As ameaças de Trump, que atingiram o auge em janeiro, desencadearam uma crise diplomática que tensionou as relações dentro da Otan e levou a Dinamarca e a Groenlândia a negociações para aliviar a pressão. Um porta-voz da Otan afirmou, neste sábado, que a aliança via com bons olhos o acordo, o qual “ajudaria a promover a segurança, a estabilidade e a cooperação nesta região vital”. Entenda por que Trump quer o território da Groenlândia para os EUA ]]>

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