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    Dino vê ‘preconceito regional’ de ‘matriz racista’ em críticas dirigidas a ele
    Revista Oeste·20 de set., 18:00

    Dino vê ‘preconceito regional’ de ‘matriz racista’ em críticas dirigidas a ele

    Neste domingo, 20, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que críticas publicadas pela imprensa contra a sua atuação revelam “preconceito regional” de “matriz racista”. Em uma postagem no Instagram, o magistrado rebateu menções à sua origem maranhense e interpelações acerca das referências filosóficas que usa em seus votos. Sem mencionar nominalmente os veículos, Dino reproduziu expressões que apareceram em textos publicados em jornais nos últimos dias e também reagiu às críticas sobre as citações a Aristóteles feitas durante a sessão do STF de terça-feira 15.

    “Um aspecto em algumas ‘críticas’ a mim endereçadas em jornais, desde que cheguei ao STF, chama muito a minha atenção: o ódio à minha procedência regional”, escreveu Dino na rede. Na sequência, citou como exemplos as expressões “jurista de província”, “pessoa destituída de qualquer qualificação” e “oratória grandiloquente de província”. Segundo o ministro, as manifestações seriam uma derivação de um “indisfarçável preconceito regional, de matriz racista”.

    v=-kucIEJkjeQ&pp=ygUjR2lsbWFyIERpbm8gTWVuZG9uw6dhIFJldmlzdGEgT2VzdGU%3D Críticas à atuação de Flávio Dino Uma das expressões mencionadas por Dino apareceu em editorial de O Globo divulgado na quinta-feira 17. Ao comentar a sessão que discutiu a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, o jornal afirmou que Dino e Gilmar Mendes agiram com “oratória grandiloquente de província”. Paulo, o professor de Direito Constitucional Conrado Mendes afirmou, em coluna publicada na quarta-feira 16, que a atuação de Dino na mesma sessão teve “pitadas de agressão a Fachin e citações de algibeira”.

    Dois dias depois, o jornalista Mario Sergio Conti também questionou uma referência feita por Dino a Aristóteles. Durante a sessão, o ministro havia associado o filósofo grego ao uso da ironia. Conti escreveu que Dino “quis dar uma de sabido”.

    O filósofo Luiz Felipe Pondé analisou, em vídeo publicado pela Folha, cinco referências de Dino a Aristóteles. Pondé considerou coerentes algumas delas, mas apontou imprecisão na associação entre ironia e descontração feita pelo ministro. A Revista Oeste também publicou, na sexta-feira 18, críticas às referências intelectuais usadas por Dino.

    No artigo “Dino, segundo Aristóteles”, o antropólogo Flávio Gordon afirmou que o ministro tentou “representar erudição que não tem” e contestou a interpretação feita por ele a respeito da obra do filósofo grego. O texto também mencionou as referências de Dino ao humorista Fábio Porchat e ao cantor Chico César. Dino defende formação no Maranhão Na postagem deste domingo, Dino afirmou ter estudado a obra de Aristóteles durante sua formação na Universidade Federal do Maranhão, sob orientação do professor Agostinho Ramalho Marques Neto.

    “Mas como? ”, escreveu o ministro, ao simular o que classificou como reação de seus críticos. Dino também rebateu questionamentos sobre a literalidade de algumas das referências utilizadas por ele.

    “O exercício das minhas funções públicas exige me submeter ao debate e às críticas”, afirmou. ” O ministro também afirmou ter orgulho de sua origem e disse que continuará defendendo sua independência funcional como magistrado. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Flávio Dino (@flaviodino) Leia também: "Um comunista no Ministério da Justiça" , reportagem publicada na Edição 145 da Revista Oeste O post Dino vê ‘preconceito regional’ de ‘matriz racista’ em críticas dirigidas a ele apareceu primeiro em Revista Oeste .

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