Discussão sobre Excesso de Assinaturas Para ver Esporte nas Telas Está Esquentando
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. A discussão sobre o modelo de direitos de transmissão de eventos esportivos está quente nos Estados Unidos. Como tudo que acontece no maior mercado esportivo do planeta respinga pelo globo, é bom ficarmos atentos no Brasil.
O Departamento de Justiça dos EUA está investigando a NFL , a liga profissional de futebol americano, para saber se os torcedores estão sendo obrigados a pagar muitas assinaturas para ver seu esporte favorito. O senador pelo estado de Utah Mike Lee , que preside o Subcomitê Antitruste de Políticas de Competitividade e Direitos de Consumidor do Congresso , argumentou, em entrevista à rede de TV NBC (que é uma das empresas que transmite jogos da NFL), que para ver todos os jogos da temporada da NFL o torcedor precisa pagar mil dólares em assinaturas de TV a cabo e streaming. A pulverização de direitos esportivos é uma realidade desde que as plataformas de streaming entraram no negócio.
A disputa com emissoras de TV aberta e fechada inflacionou o mercado. Como reação para competir com gigantes como Neflix, Amazon, Peacock e Paramount, as TVs tradicionais criaram plataformas próprias de streaming. Além disso, as próprias ligas lançaram plataformas de distribuição de jogos pela internet.
Embora as receitas aumentem, um dos efeitos é o excesso de boletos gerados para quem quer ver os jogos. É isso que o Departamento de Justiça americano resolveu investigar. Nos Estados Unidos existe uma lei de 1961 chamada “Sports Broadcasting Act” .
É um mecanismo antitruste que garante que as ligas profissionais de esporte possam negociar coletivamente a transmissão de suas partidas pela TV. Aprovada muito antes da era dos streamings, esta lei pode estar ultrapassada. Ela também visa proteger ligas menores e amadoras da competição com o esporte profissional.
Entre outras regras, estabelece que jogos profissionais não podem ser transmitidos pela TV em dias de competições amadoras importantes. Como agora os direitos de transmissão estão sendo fatiados por diversas plataformas, o debate ganhou corpo. A NFL garante que 87% dos jogos da temporada são transmitidos abertamente em plataformas abertas e que todas as partidas são transmitidas de graça para os mercados em que os times estão atuando.
Numa comparação com o nosso futebol, seria garantir que Corinthians e Palmeiras jogando em São Paulo fosse um jogo transmitido de graça na TV aberta, sempre. A experiência de pulverização de diretos esportivos é um processo ainda em andamento. Na Alemanha, em relação à Bundesliga , o principal torneio de futebol, não deu certo.
Em 2021, a plataforma de streaming Dazn comprou uma parte dos direitos de transmissão da Bundesliga , passando a dividir a exibição dos jogos com a rede de TV Sky Deutschland . O movimento visava derrubar a regra de único comprador, que configurava monopólio. A reação do público alemão, bastante tradicional, foi ruim.
Muitos torcedores entraram na Justiça contra a obrigação de pagar por duas assinaturas para ver o futebol, e o modelo de comprador único foi restabelecido. Este modelo está em questionamento no Brasil. A fragmentação dos direitos é uma tendência atual no País.
O problema verificado na Alemanha se repete aqui, mas de forma exponencial. Apenas no Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A existem atualmente sete exibidores diferentes, embora quatro pertençam a um mesmo grupo de mídia. Das sete plataformas, três são gratuitas.
As demais exigem algum tipo de assinatura, seja no modelo de TV paga ou de streaming. O post Discussão sobre Excesso de Assinaturas Para ver Esporte nas Telas Está Esquentando apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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