Dólar acompanha pressão dos Treasuries e avança a R$ 5,22
O dólar à vista avançou ante o real, acompanhando a pressão do petróleo e dos títulos do Tesouro dos EUA. Além disso, o cenário eleitoral segue no radar dos investidores. Nesta segunda-feira (28), o dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,2265, em alta de 0,86% .
O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY , indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra , subia 0,23%, aos 101,203 pontos. Por dentro dos mercados Receba gratuitamente as newsletters do Money Times OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
O que mexeu com o dólar hoje? A agência de notícias dos estudantes iranianos Isna informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou a proposta iraniana aos Estados Unidos para a abertura do Estreito de Ormuz e as condições do país para isso. Segundo a proposta, o Irã está disposto a reabrir a hidrovia como parte de um acordo para pôr fim à guerra e, em troca, os fundos e ativos iranianos congelados ilegalmente serão liberados.
De acordo com a Isna, a proposta foi apresentada aos EUA na presença de mediadores em NY. Embora o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha dito que recusou a proposta, houve troca de mensagens e esforços dos mediadores entre as partes para que retornem à mesa de negociações, acrescenta a agência. Sem avanço concreto nas negociações e com sinais contraditórios tanto do Irã quanto dos EUA, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,4%, a US$ 97,83 o barril.
Com os temores inflacionários no radar, os rendimentos dos títulos dos Estados Unidos, os Treasuries , voltaram a ser pressionados. O Treasury de 10 anos operava a 5,232%, ante 5,181% do ajuste anterior (25). Diante desse cenário, o mercado espera pelo menos duas altas no juro de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), de acordo com a ferramenta Fed Watch , do CME Group.
Já no âmbito doméstico, a nova pesquisa BTG Pactual /Nexus mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. Na Quaest, Lula segue na liderança no primeiro turno, enquanto o presidente e o senador apresentam 42% em um eventual segundo turno. Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo , o dólar acompanhou o fortalecimento global da moeda depois que o presidente dos EUA rejeitou uma proposta de cessar-fogo do Irã, reacendendo o temor de que o conflito no Oriente Médio se prolongue.
De acordo com o economista, o petróleo sobe com essa incerteza e ajuda a puxar os juros norte-americanos para máximas em anos, movimento que se espalha para outras moedas e pesa sobre o real. “Por aqui, a proximidade do primeiro turno da eleição também deixa o mercado mais nervoso, ainda que as pesquisas divulgadas hoje tragam pouca novidade em relação às anteriores. O quadro fiscal segue no radar, com investidores de olho em como cada candidato pretende lidar com as contas públicas depois do pleito”, explica.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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