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    Money Times·17 de set., 20:03

    Dólar cai a R$ 5,13 com alívio do exterior, mesmo com piora da percepção de risco fiscal

    O dólar à vista teve um dia volátil com preocupações sobre o cenário fiscal e a calibragem das apostas sobre a trajetória dos juros no Brasil e nos EUA. Nesta quinta-feira (17), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1393, com queda de 0,23% , no mercado à vista. O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global.

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    O reajuste do programa Bolsa Família pegou os investidores de surpresa, enquanto o mercado ainda repercutia as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. “A medida não estava no radar do mercado e é vista como um fator adicional de pressão fiscal, por representar aumento de despesas tanto para este ano quanto para o próximo”, avaliou Fernando Siqueira, head de Research da Eleven Financial. O governo anunciou, a 17 dias dos 1º turno das eleições, o reajuste de 15% do Bolsa Família , elevando o piso do programa de R$ 600 para R$ 691 por família .

    Com isso, a média dos benefícios deve sair de R$ 691 para R$ 777. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. Ele ainda afirmou que a medida não estava prevista no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) do próximo ano, enviada pelo governo ao Congresso em agosto.

    Na leitura do mercado, o aumento dos benefícios pode favorecer uma possível reeleição de Lula – o que é considerado negativo, já que os agentes financeiros veem um 4º mandato do petista como uma continuidade de uma política econômica menos favorável ao ajuste fiscal. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial 2026 , divulgada antes do anúncio sobre o Bolsa Família, apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47,2 % e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,8 % das intenções de voto em um cenário de segundo turno. A PoderData/Aya confirmou a tendência , mostrando Flávio Bolsonaro com 46% e Lula, 44% das intenções de voto.

    Apesar disso, o dólar seguiu o tom externo com alívio nos preços do petróleo e na curva de juros norte-americana. “Depois de um fôlego curto com preocupações domésticas, o dólar devolveu os ganhos contra seus pares globais, pesando a favor do real”, afirmou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad. ]]>

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