Dólar sobe e bolsa cai com eleição nos EUA, Copom e medo de tabelamento de juros
Na primeira sessão do mercado brasileiro na semana, depois do feriado de Dia de Finados, na segunda-feira 2, o dólar operava novamente em alta ante o real, em meio à expectativa dos agentes econômicos pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definirá a taxa básica de juros no Brasil. O encontro do Copom começa nesta terça-feira, 3, e termina na quarta-feira 4, quando a Selic será anunciada. + Leia mais notícias de Economia em Oeste No âmbito internacional, o principal destaque do dia são as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos – as chamadas midterms –, que acontecem nesta terça.
De acordo com a maioria das pesquisas, o Partido Democrata, de oposição ao governo de Donald Trump , deve obter a maioria dos assentos na Câmara dos Deputados e no Senado. Se isso se confirmar, será uma derrota política para Trump, do Partido Republicano. Dólar Por volta das 10h10 (pelo horário de Brasília), o dólar avançava 0,82% perante o real e era negociado a R$ 5,489.
Na cotação máxima da sessão até aqui, a moeda dos EUA bateu R$ 5,515. Com o resultado, a moeda norte-americana fechou o mês de outubro com ganhos de 5,22%. Com o resultado, a bolsa brasileira acumulou perdas de 9,88% em outubro.
Indefinição sobre a Selic No cenário doméstico, as atenções do mercado financeiro estão voltadas à reunião do Copom para a definição da taxa básica de juros, a Selic. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
Leia também: "Eurasia: 'lua de mel' de Lula será curta, e Congresso 'vai dificultar'" Depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na semana passada, houve uma reversão das expectativas dos analistas do mercado. A proposta prevê reduzir gradualmente a Selic, atualmente em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses. O economista também defende a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que estabeleceria metas conjuntas para as políticas fiscal e monetária.
O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que exista uma reunião marcada entre Lula e Lara Resen d e para discutir o assunto . Segundo o ministro, também não há negociações em andamento sobre as medidas sugeridas pelo economista. A proposta ganhou repercussão depois de receber manifestações de apoio de nomes ligados ao PT, como a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula na campanha de 2026.
As ideias causaram preocupação entre agentes do mercado, que veem riscos de interferência política na condução da política monetária. Entre as principais preocupações, estão a perda de credibilidade do Banco Central (BC), a desvalorização do real e o aumento da inflação. “Até o fim do período eleitoral, parcela expressiva do mercado financeiro operava posicionada para um cenário de vitória do candidato Flávio Bolsonaro, o que exigiu um ajuste imediato e intenso das carteiras após a eleição de Lula.
“Os agentes financeiros aguardarão anúncios concretos sobre a gestão fiscal e os nomes que estarão à frente da economia para dissipar parte das incertezas e tentar estabilizar a precificação dos ativos. Dessa forma, a bolsa deve enfrentar um período prolongado de volatilidade, dependendo fundamentalmente de sinalizações claras de responsabilidade econômica para conseguir atrair novamente o fluxo de capitais”, avalia. v=qNBxIQrRXHE O post Dólar sobe e bolsa cai com eleição nos EUA, Copom e medo de tabelamento de juros apareceu primeiro em Revista Oeste .
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