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    Dos primeiros humanos até você: quantas pessoas já passaram pela Terra?
    Olhar Digital·17 de set., 14:42

    Dos primeiros humanos até você: quantas pessoas já passaram pela Terra?

    Muito antes de existirem censos para contar habitantes , milhões de pessoas já nasciam e morriam na Terra. Mas será que é possível saber quantos humanos já viveram no planeta? Para desvendar esse mistério , a ciência precisa combinar pistas arqueológicas e estimativas demográficas.

    Calcular quantas pessoas já pisaram no planeta mistura rigor científico com uma dose de “imaginação educada” – termo usado para definir suposições embasadas, deduções lógicas ou hipóteses fundamentadas. , nos EUA, especializada em coletar, analisar e disseminar dados estatísticos sobre população, saúde e meio ambiente, cerca de 117 bilhões de indivíduos já nasceram na Terra desde o surgimento da nossa espécie. A difícil jornada da sobrevivência humana na Terra Para chegar a esse número, a demografia analisa basicamente três fatores essenciais.

    O primeiro é o tempo de permanência da humanidade no planeta; o segundo é o tamanho médio das populações em cada era; por fim, a taxa de nascimentos por mil habitantes. Curiosamente, a quantidade de mortes não entra de forma direta nessa fórmula, o que simplifica um pouco esse grande quebra-cabeça. C.

    Nossos antepassados viveram espalhados em pequenos grupos por terras africanas durante a maior parte do tempo, enfrentando desafios imensos apenas para manter a espécie viva. Estimativas mostram que 117 bilhões de pessoas já nasceram na Terra, com projeção de atingir 120,8 bilhões até 2050. , a população global alcançava aproximadamente 5 milhões de pessoas.

    Nos milênios seguintes, o crescimento populacional ocorreu em ritmo extremamente lento. C. com apenas 300 milhões de habitantes.

    As populações humanas oscilavam constantemente devido a guerras, variações no clima e disponibilidade de alimentos ao longo das estações. A vida naquelas épocas distantes era extraordinariamente curta. Na Idade do Ferro europeia, a expectativa de vida média ao nascer não passava dos 12 anos.

    Para garantir a sobrevivência da espécie contra tantas adversidades, nasciam cerca de 80 crianças para cada mil habitantes. Esse número representa quase o dobro das taxas de natalidade mais altas registradas hoje no mundo, observadas em poucas nações africanas. Diante dessas condições difíceis, a humanidade encontrava barreiras quase intransponíveis para crescer.

    , os historiadores divergem entre 45 e 90 milhões de habitantes no território. Essa grande diferença de estimativas revela como os dados históricos antigos são imprecisos, deixando claro que os pesquisadores precisam trabalhar com margens de erro consideráveis para reconstruir esses cenários. No ano de 1650, a população global havia subido para modestos 500 milhões de almas.

    Esse ritmo travado ocorreu em grande parte por conta de epidemias devastadoras, como a Peste Negra. A terrível doença não atacou apenas a Europa medieval, mas dizimou populações inteiras pela Ásia e pelo Oriente Médio ao longo dos séculos, reduzindo drasticamente o número de habitantes e complicando os cálculos dos cientistas modernos. O cenário começou a mudar de forma radical a partir de 1800, quando atingimos a marca histórica do primeiro bilhão de pessoas.

    De lá para cá, graças aos avanços no saneamento, nas vacinas e na produção agrícola, a mortalidade caiu de forma vertiginosa. Essa revolução na saúde permitiu que mais pessoas chegassem à idade adulta, provocando o enorme salto até os atuais 8 bilhões. Das 117 bilhões de pessoas que já nasceram na Terra, quase 8 bilhões estão vivas hoje — o que significa que cerca de 6,8% de todos os seres humanos que existiram ao longo de toda a história do planeta são nossos contemporâneos.

    – Crédito: Imagem gerada por IA com base em dados do PRB Método simples revela números surpreendentes  Para construir esse cálculo desde os primórdios, os especialistas usaram uma premissa simplificada. Eles começaram a contagem com apenas duas pessoas hipotéticas e aplicaram taxas de crescimento constante para cada período. As taxas de natalidade estimadas foram caindo de 80 por mil na Antiguidade para menos de 20 por mil nos dias atuais.

    Essa metodologia semicientífica chegou ao total estimado de 117 bilhões de nascimentos em toda a nossa história até o ano do estudo, feito em 2022. C. C.

    é o peso pesado dessa conta. Se há algum erro nessa projeção, é provável que o número real seja ainda maior, já que o crescimento populacional histórico ocorreu em saltos, e não de forma contínua. O fato mais curioso dessa conta imensa é a nossa posição no tempo.

    Com uma população mundial atual na casa dos 8 bilhões de habitantes, os seres humanos vivos hoje representam quase 7% de todas as pessoas que já nasceram na Terra. Trata-se de uma porcentagem incrivelmente alta para uma espécie que caminha por este planeta há duas centenas de milênios. Conforme a arqueologia descobre novos fósseis e a tecnologia aprimora os métodos de análise, nossa visão sobre a demografia ancestral se torna mais precisa.

    Reconstruir a história da população humana é um trabalho contínuo, que nos ajuda a entender de onde viemos e o tamanho da multidão que abriu o caminho para que pudéssemos estar aqui hoje conversando sobre o passado. O post Dos primeiros humanos até você: quantas pessoas já passaram pela Terra? apareceu primeiro em Olhar Digital .

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