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    Dr. Kalil e especialistas detalham tratamentos contra infarto no SUS
    CNN Brasil·20 de set., 10:00

    Dr. Kalil e especialistas detalham tratamentos contra infarto no SUS

    Uma nova lei sancionada recentemente prevê a ampliação do atendimento a pacientes com infarto no SUS (Sistema Único de Saúde), incluindo a possibilidade de uso de medicamentos trombolíticos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Segundo a cardiologista e professora titular de Emergências da FMUSP, Ludhmila Hajjar , a nova legislação muda de forma expressiva a realidade dos pacientes. Ela foi uma das convidadas do Dr.

    Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais de sábado (19). “Quando uma pessoa tem um infarto agudo do miocárdio, tem um coágulo, tem uma obstrução em uma das artérias do coração. E a gente costuma dizer que tempo é vida.

    Quanto antes a gente dissolver esse coágulo, maior é a chance dessa pessoa sobreviver e sobreviver sem sequelas”, explicou Hajjar. Leia Mais Quimioembolização avança no SUS, mas acesso ainda é desigual SUS terá três novos medicamentos para tratamento do câncer de pulmão Moradores de SP têm infarto mais cedo do que em outros estados, diz estudo O que é o trombolítico e como ele age O medicamento trombolítico, disponível no SUS , é aplicado diretamente na veia e age dissolvendo o coágulo que obstrói a artéria do coração . O cardiologista e professor titular de Cardiologia da FMUSP, Alexandre Abizaid , detalhou os benefícios da medicação: “Um paciente que chega com infarto, a mortalidade desses pacientes chega a 20%, 30% no primeiro mês.

    Ao utilizarmos essa medicação, abrimos a artéria, damos o fluxo para o coração, e diminuímos a mortalidade em mais da metade , ficando em torno de 6%, 7%”. Além de reduzir a mortalidade, o tratamento também impacta diretamente a qualidade de vida do paciente. “Uma artéria fechada faz com que o músculo naquela região morra.

    Com isso, o paciente pode ter insuficiência cardíaca , muita falta de ar e limitação para o trabalho e para as suas atividades”, destacou Abizaid. O benefício, segundo o cardiologista, é tanto na sobrevivência quanto na recuperação funcional do paciente . Acesso imediato ao tratamento Com a nova lei, pacientes que antes precisavam aguardar em filas de espera para serem transportados até um centro especializado passam a receber o medicamento no local de atendimento.

    “Essa lei faz com que o paciente, onde quer que ele esteja , receba o medicamento que vai salvar a sua vida, para todo o Sistema Único de Saúde, o mais rápido possível”, afirmou Hajjar. Além do trombolítico, existe outro procedimento eficaz para tratar o infarto: a angioplastia . Hajjar explicou que, nesse caso, “um catéter entra na artéria obstruída e trata aquela obstrução, destruindo o coágulo”.

    A cardiologia exaltou a eficiência do procedimento, destacando que, em centros onde a angioplastia está disponível em menos de uma hora e meia, ela continua sendo a opção preferencial. O trombolítico, no entanto, representa uma alternativa fundamental para os casos em que esse procedimento não está disponível de imediato. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação.

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