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    Durigan diz que reajuste do Bolsa Família não deve pressionar a inflação
    CNN Brasil·18 de set., 22:05

    Durigan diz que reajuste do Bolsa Família não deve pressionar a inflação

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou, em entrevista à CNN nesta sexta-eira (18), que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não deve provocar pressão adicional sobre a inflação. Durante evento CEO Fórum, na Bahia, o ministro afirmou que o aumento representa apenas a recomposição da perda do poder de compra acumulada desde 2023. “Não é aumento real.

    É uma recomposição da inflação”, afirmou Durigan. O reajuste foi anunciado pelo governo nesta semana e começa a valer na folha de outubro. Com a correção, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691.

    O valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. Leia Mais IBGE: Menos de um terço das pessoas com deficiência tem trabalho no Brasil Membro do Fed diz que inflação não é impulsionada apenas por energia BC atualiza regras e permite Pix automático em conta-salário; veja mudanças O percentual foi calculado com base na variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre março de 2023 e agosto de 2026. Na avaliação do ministro, o reajuste não representa uma expansão real dos gastos das famílias beneficiárias, mas uma atualização dos valores do programa diante da inflação acumulada.

    O governo também afirma que a medida foi incorporada à trajetória fiscal e não exigirá uma mudança da meta de resultado primário. Durigan afirmou ainda que o governo mantém o compromisso com a redução da inflação e destacou que, na avaliação da equipe econômica, há outros fatores com potencial de pressionar os preços, especialmente em um cenário internacional marcado por conflitos e aumento de gastos públicos em diferentes países. O reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

    Para acomodar a despesa, o governo deverá fazer ajustes no Orçamento e detalhar as medidas de compensação. Custo fiscal do reajuste do Bolsa Família não era previsto, diz pesquisador | ABERTURA DE MERCADO A atualização ocorre 17 dias antes do primeiro turno das eleições. A proximidade com o pleito gerou questionamentos de adversários do governo e levou a uma contestação na Justiça Eleitoral.

    O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou a ação que pedia a suspensão do reajuste, sem analisar o mérito do pedido. A AGU (Advocacia-Geral da União) também defendeu a legalidade da medida e afirmou que o decreto apenas corrige os valores do programa pela inflação, sem criar um novo benefício ou alterar os critérios de acesso. ]]>

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