Em debate esvaziado, Marina e Tebet fazem ‘dobradinha’ e defendem reforma no STF
Em um debate esvaziado, que não contou com a participação de dois dos principais favoritos na disputa por duas vagas do Estado de São Paulo no Senado Federal, o encontro promovido nesta sexta-feira, 25, pelo portal g1 foi marcado por mais uma “dobradinha” entre as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que praticamente não enfrentaram contraponto. No topo das principais pesquisas de intenção de voto, os candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do P r ado (PL), que contam com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), haviam confirmado presença no debate, mas informaram nesta manhã que não poderiam mais participar. Em nota conjunta, os candidatos governistas afirmaram que se ausentariam do debate “em razão de uma agenda inadiável, confirmada posteriormente e que tornou impossível a presença de ambos”.
+ Entenda o que é Política em Oeste “A intensa sequência de debates e compromissos dos últimos dias também exigiu uma reorganização excepcional da agenda. A ausência é pontual e não diminui o respeito aos organizadores, aos demais candidatos e, principalmente, aos eleitores que acompanham este processo eleitoral”, disseram Derrite e Prado. O g1 convidou os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional ou aqueles que registraram 5% ou mais na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 24.
Com isso, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) também não esteve presente. O debate contou, portanto, com a participação de Simone Tebet, Marina Silva, Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos). Este foi o quarto encontro entre os candidatos ao Senado por São Paulo na campanha deste ano.
O primeiro debate, na TV Bandeirantes, ocorreu no dia 9 de setembro . Paulo , em 21 de setembro . E o terceiro, organizado pelo jornal O Estado de S.
Paulo , aconteceu na quarta-feira 23 . Leia também: "Tebet diz que políticos precisam 'roubar menos' e é rebatida por Derrite" Reforma no STF No debate, a crise enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde a revelação da troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi um dos principais temas debatidos pelos candidatos. Tebet e Marina defenderam uma reforma no Poder Judiciário, principalmente no STF.
Segundo Tebet, a relação entre os Poderes "virou caso de polícia, de cadeia, de conivência com o crime”. Ela disse ser favorável a mandatos e idade mínima para ministros do Supremo, além de controle das decisões monocráticas e paridade de gênero no tribunal. Marina, por sua vez, cobrou um código de ética para os magistrados da Corte.
Geraldo Rufino, por sua vez, afirmou que o Senado também deve passar por uma reforma. “O Senado precisa ter gente com coragem, inclusive de avaliar e de punir eles mesmos, porque não tem sentido ter hoje aquele presidente que nós temos no Senado, colocando tudo debaixo do tapete como se fosse o dono dos Poderes”, disse o candidato do Podemos, referindo-se a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). v=8HEPgYrMQtY Crime organizado Durante o debate, os candidatos também discutiram medidas para combater o avanço do crime organizado em São Paulo.
Simone Tebet disse que “o PCC [Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país] já está dentro da Prefeitura de São Paulo”. Ela mencionou investigações sobre a infiltração do PCC no transporte coletivo da capital paulista. Tebet também afirmou que há suspeitas de atuação do PCC dentro da estrutura da segurança pública de São Paulo e alertou para o suposto avanço das milícias.
A candidata do PSB criticou o governo de Tarcísio de Freitas e a gestão da segurança no Estado, que esteve sob comando de Guilherme Derrite – o candidato do PL, ausente do debate, não pôde rebater. Soninha Francine, por sua vez, defendeu investimentos no setor de inteligência para o combate ao crime. Segundo ela, a corrupção envolvendo agentes públicos prejudica o enfrentamento das facções.
Geraldo Rufino observou que, além de asfixiar financeiramente as organizações criminosas, o Estado deve impedir o recrutamento de crianças e jovens pelo crime nas comunidades. "Nós precisamos chegar às favelas, às periferias, antes do crime”, afirmou. A disputa em São Paulo Ao todo, 15 candidaturas foram homologadas para a eleição ao Senado Federal pelo Estado de São Paulo.
Neste ano, serão duas vagas em disputa – os senadores Giordano (Podemos) e Mara Gabrilli (PSD) encerrarão seus mandatos no início de 2027. Eleito em 2022, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL) tem mandato até 2031. Apesar da profusão de candidaturas, há cinco nomes considerados mais competitivos na corrida eleitoral em São Paulo – dois pela esquerda e três pela direita.
São eles: Tebet, Marina, Prado, Derrite e Salles. As ex-senadoras e ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva integram a chapa de Fernando Haddad ao governo do Estado, com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). André do Prado e Derrite, por sua vez, compõem a coligação do governador Tarcísio de Freitas, com apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
Correndo por fora, sem apoio formal de Tarcísio, aparece Ricardo Salles, também fortemente ligado ao campo conservador. v=O0E6js9xeKg O post Em debate esvaziado, Marina e Tebet fazem ‘dobradinha’ e defendem reforma no STF apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Revista Oeste →
