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    Em desvantagem, Haddad admite que eleição em SP pode acabar no 1° turno
    Revista Oeste·24 de set., 18:51

    Em desvantagem, Haddad admite que eleição em SP pode acabar no 1° turno

    O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad , reconheceu nesta quinta-feira, 24, que a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, que neste ano conta com apenas duas candidaturas realmente competitivas, pode terminar já no primeiro turno, no dia 4 de outubro. O ex-ministro da Fazenda tenta reverter uma vantagem expressiva do governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição. Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, Tarcísio pode vencer a eleição já na primeira rodada.

    ", indagou Haddad, admitindo as próprias dificuldades na campanha. "Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos.

    Pode”, completou, durante sabatina ao Metrópoles. Apesar de reconhecer o favoritismo do adversário, o petista procurou demonstrar confiança na reversão do cenário e disse que ainda é possível derrotar o atual governador. "Eu entendo a ansiedade de querer dizer que está tudo liquidado, mas não está, ainda está tudo em aberto.

    E nós temos dez dias muito importantes pela frente”, afirmou. v=B8QH_gYNzOY 1° turno com ‘cara’ de 2° em SP Neste ano, seis candidaturas foram homologadas no maior colégio eleitoral do país, mas apenas duas são realmente competitivas – as de Tarcísio e Haddad. Com apenas dois candidatos com chances reais de vitória, a eleição em São Paulo se transformou praticamente em uma disputa de segundo turno já no primeiro.

    O embate entre Tarcísio e Haddad reedita o confronto do pleito de 2022 e, segundo analistas políticos, pode até ser uma espécie de antecipação de um eventual duelo pela Presidência da República em 2030. Tarcísio conta com a maior coligação de partidos e o maior tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão (6min20s). Ex-ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro , candidato do PL à Presidência da República.

    Ele também tem o apoio do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Com uma coligação de sete partidos políticos, Haddad unificou a esquerda em torno do seu nome na corrida pelo governo do Estado. O petista tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) – que foi por quatro vezes governador do Estado.

    Também integram a chapa as ex-senadoras e ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Haddad tem 2min39s de propaganda eleitoral no rádio e na TV. De acordo com pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 23 , Tarcísio de Freitas seria reeleito já no primeiro turno da o pleito fosse hoje.

    Ele teria 55,2% dos votos totais e 57,1% dos votos válidos (que não contam brancos e nulos). Também divulgada na quarta-feira, a pesquisa da Quaest trouxe cenário semelhante . Leia também: "Tarcísio lidera disputa pelo governo de SP com 44%, diz Quaest" Moraes e a crise no STF Durante a sabatina, Fernando Haddad também comentou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) desde a revelação de conversas via WhatsApp entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    O candidato do PT fez elogios a Moraes por sua atuação no julgamento dos envolvidos nos atos violentos de 8 de janeiro de 2023, mas disse que o magistrado deve explicações sobre sua relação com Vorcaro. “O Alexandre de Moraes teve um papel importante, que foi celebrado pela imprensa, pelas pessoas que têm apreço pela democracia. Mas isso não justifica nada”, afirmou Haddad.

    “Se há alguma coisa a ser explicada, ele que se explique. ” Haddad ainda tentou associar o governo Bolsonaro ao escândalo do Master, a maior fraude financeira da história do país. “É um escândalo de um governo.

    Quem operou o Banco Master foi gente do governo Bolsonaro”, acusou. Para Haddad, os assuntos nacionais estão concentrando as atenções na reta final da campanha eleitoral. "Os temas que estão chamando atenção no Brasil não são os assuntos estaduais", observou.

    "O Brasil inteiro está discutindo a crise do Supremo. Isso prejudica porque acaba sobrando menos tempo para discutir os problemas do Estado", concluiu. v=eCNTFabKg3w O post Em desvantagem, Haddad admite que eleição em SP pode acabar no 1° turno apareceu primeiro em Revista Oeste .

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