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    Em situações opostas, Flávio e Lula levam campanhas à SC neste sábado
    CNN Brasil·19 de set., 08:00

    Em situações opostas, Flávio e Lula levam campanhas à SC neste sábado

    Vivendo situações opostas em Santa Catarina nesta disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcam em agendas de campanha no estado neste sábado (19). Enquanto Flávio chega a um dos estados mais bolsonaristas do país, Lula tem a missão de tentar diminuir a diferença entre os catarinenses. Pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada na quinta-feira (17) mostra que Flávio lidera as simulações de primeiro e segundo turnos no estado .

    No cenário estimulado de primeiro turno, em que o eleitor em Santa Catarina recebe a relação de nomes dos candidatos, o senador do PL aparece com 52% das intenções de voto, enquanto o atual presidente soma 26%. Em um eventual segundo turno entre Flávio e Lula, o candidato do PL aparece com 62% ante 30% do seu adversário. Leia Mais: Análise: Lula mira eleitorado feminino com reajuste do Bolsa Família Datafolha: 38% veem Lula prejudicado por crise no STF e 31% citam Flávio Flávio aposta em discurso de "desespero" e "promessas vazias" de Lula Flávio começa o giro catarinense pela manhã em Joinville e, à tarde, segue para Chapecó.

    Ele terá encontros com aliados e participará de comícios nas cidades. Jorginho Mello (PL), governador e candidato à reeleição – que aparece à frente com folga nas pesquisas eleitorais – o acompanhará nos compromissos. Lula, por sua vez, terá compromisso em Florianópolis.

    O petista promoverá pela manhã, ao lado de aliados que disputam eleições no estado, um comício na praça Tancredo Neves, no centro da cidade. Flávio busca emplacar irmão como senador Embora Flávio viva um bom momento em Santa Catarina como presidenciável, uma das missões dele é ajudar a candidatura do irmão Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado pelo estado. Carlos construiu a carreira política no Rio de Janeiro, mas decidiu trocar o domicílio eleitoral em dezembro do ano passado.

    A pesquisa Real Time Big Data desta semana aponta que a deputada federal Carol de Toni (PL) – também apoiada por Flávio – lidera a disputa com 24% . Carlos aparece empatado com o já senador Espiridião Amim (PP), com 20%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os três candidatos encontram-se tecnicamente empatados.

    Neste ano, os eleitores irão eleger dois senadores por unidade federativa. O objetivo de Flávio é fazer com que Carlos e Carol sejam eleitos, embora Amin seja um político tradicional de Santa Catarina que também é ligado ao bolsonarismo e segue com força no estado. Outro irmão de Flávio que também é político em Santa Catarina é Jair Renan Bolsonaro (PL).

    Eleito vereador em Balneário Camboriú em 2024, agora é candidato a deputado federal pelo estado. Lula antecipa pacote eleitoral para tentar frear Flavio | BASTIDORES CNN Lula aposta em dispersão de votos Aliados do presidente Lula admitem a dificuldade de vencer resistências no estado e apostam na fragmentação de votos da direita para avançar nas disputas estaduais. Na corrida pelo governo Jorginho Mello e o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) dividem votos da direita; pelo Senado, Carlos, Amin e de Toni disputam o bolsonarismo.

    E a esquerda vê espaço para avançar devido a este cenário. O candidato ao governo estadual de Lula é o empresário Gelson Merísio (PSB) – que apoiou Jair Bolsonaro no passado, agora é crítico e tenta atrair votos moderados. Para o Senado, o petista apoia o ex-deputado federal Décio Lima (PT) e o economista Afrânio Boppré (PSOL).

    A aposta de aliados do presidente é de que, com a fragmentação da direita, Mello não vença no primeiro turno. Assim, haveria espaço para Merísio superar Rodrigues e ir ao segundo turno diante do atual governador – o que garantiria a Lula um palanque em outubro. Na corrida pelo Senado a estratégia é a mesma: que Décio aglutine votos de esquerda e parcelas moderadas e alcance uma das cadeiras.

    Há, contudo, ponderações sobre o baixo nível de conhecimento da população sobre Boppré, que pode levar, segundo pesquisas internas, o eleitor do ex-deputado a escolher Amin como segundo voto à Casa Alta. Quem são os candidatos à Presidência da República em 2026 ]]>

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