Empresa de satélites que ajudam no avanço do agro no Brasil e na prospecção de terras raras fecha parceria com a Nasa para monitoramento terrestre
A Nasa fechou um contrato de US$ 3 milhões com a EarthDaily, que vai fornecer dados sobre seus satélites para a agência espacial e ao USG (Serviço Geológico dos Estados Unidos), para criar novas formas de incorporar recursos comerciais aos programas federais de monitoramento da superfície terrestre. A empresa canadense atua no Brasil e presta serviço para o agronegócio e exploração mineral, incluindo terras raras , do país e tem sede própria em São Paulo. Brasil tem a segunda maior reserva do mundo, ficando atrás apenas da China.
A parceria será realizada avaliando os dados da constelação de satélites da EarthDaily com base nos padrões e requisitos do Landsat, que considera a qualidade dos dados, calibração o, estabilidade, desempenho radiométrico e geométrico, capacidade de harmonização e adequação às finalidades de uso. A avaliação examinará se os dados podem oferecer produtos de reflectância da superfície e temperatura da superfície com qualidade equivalente aos padrões do Landsat. O grupo também oferece serviços para mineradores , combinando sensoriamento remoto imagens, dados geológicos e geoquímicos e modelos de inteligência artificial para trabalhos que envolvam a exploração de minérios, como as terras raras , essenciais para economia global.
Imagens de campo de mineração • Earth Daily “A tecnologia não significa que o satélite simplesmente “enxerga uma jazida de terras raras” no subsolo. O trabalho é mais sofisticado: sensores espectrais conseguem identificar assinaturas minerais e alterações geológicas presentes ou refletidas na superfície que podem estar associadas a determinados tipos de depósitos. Esses dados são combinados com outras informações geológicas, geofísicas e geoquímicas para selecionar áreas prioritárias para investigação em campo e, posteriormente, perfuração”, diz trecho da nota enviada à CNN Brasil.
A constelação de satélites também pode auxiliar no monitoramento de florestas , permitindo acompanhar mudanças na vegetação, estresse ambiental, incêndios e áreas queimadas. Leia Mais Nasa perde controle de missão ousada para salvar observatório em queda Maior filme cósmico já feito: telescópio começa pesquisa sem precedentes Nasa aceita três missões que irão preparar o caminho para uma nova base espacial na Lua NASA lança telescópio do tamanho de um ônibus para desvendar mistérios do Universo | CNN AGORA Além disso, as organizações irão analisar como as observações comerciais podem contribuir para o desenvolvimento de produtos de observação da Terra , que serão preparados para inteligência artificial, que utilizará eles para realizar o processamento de dados e aplicações de aprendizado de máquina. Essa avaliação pode resultar em observações mais frequentes e em benefícios para usuários que precisam de medições consistentes das mudanças ocorridas entre as aquisições de imagens.
Para a EarthDaily, a colaboração com a Nasa e a USGS está centrada na avaliação de dados, demonstração de fluxos de processamento, avaliação e validação de produtos, estruturas padronizadas de dados e caracterização de incertezas. Imagens do Aeroporto Internacional de Pequim-Capital gerada pelo satélite • Earth Daily LEIA TAMBÉM: Ciência traça caminho para Brasil virar potência em terras raras até 2040 A empresa explica que o trabalho entre as organizações vai testar os dados da constelação de satélites juntamente com Landsat e dados de outras missões que são referência, além da avaliação da utilização desses fatores em luxos de processamento do USGS Analysis Ready Data e do NASA Harmonized Landsat and Sentinel-2. A EarthDaily informou a CNN Brasil que serão analisadas a compatibilidade com séries, as séries históricas de longo prazo de observação da superfície terrestre e a possibilidade desses dados aumentarem a frequência de visitas e a melhora da resolução espacial.
Os resultados do trabalho previsto no contrato poderão contribuir para identificar e aprimorar os requisitos que os recursos comerciais e os produtos de dados derivados devem atender para para permitir sua harmonização com o acervo histórico do Landsat. *Sob supervisão de Thiago Félix Satélite “morto” da Nasa retorna à Terra após 38 anos ]]>
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