Empresário do caso Porsche é condenado a 17 anos de prisão
O Tribunal do Júri da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, condenou o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 26 anos, a 17 anos, um mês e dez dias de prisão em regime inicial fechado pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. Os jurados anunciaram a sentença na madrugada desta sexta-feira, 30. O julgamento durou dois dias, período em que o tribunal ouviu 11 das 14 testemunhas.
+ Entenda notícias do Brasil em Oeste Os jurados acolheram a acusação de homicídio qualificado com dolo eventual. Nessa modalidade, o réu não quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo. O tribunal do júri também condenou Sastre por lesão corporal gravíssima contra o amigo Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche e perdeu o baço.
A juíza Melanie Liesenberg cassou a habilitação do réu para dirigir e determinou que ele não pode recorrer em liberdade. O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. O laudo do Instituto de Criminalística afirma que o Porsche chegou a 156 km/h antes da batida e estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto.
A via tem limite de 50 km/h. O carro de luxo atingiu a traseira do Renault Sandero dirigido por Ornaldo, que voltava para casa depois do trabalho. A vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
v=aST7OG5nOAY Marcus Vinícius sofreu ferimentos graves, passou por diversas cirurgias e faz tratamento médico e psicológico. Ele perdeu o baço. A denúncia do Ministério Público afirma que Sastre ingeriu álcool em dois estabelecimentos antes de dirigir.
Ele não fez o teste do bafômetro na cena do acidente, porque a mãe dele, Daniela Andrade, o retirou do local sob alegação de que precisava de atendimento médico por causa de um sangramento no nariz. Sastre admite ter bebido antes do acidente e pede perdão No segundo dia de julgamento, o empresário admitiu pela primeira vez que havia consumido bebida alcoólica na noite do acidente. Em depoimentos anteriores, ele havia afirmado que só tinha bebido água.
"Expresso meu arrependimento, minha vergonha, confesso que no dia dos fatos eu ingeri bebida alcoólica", declarou. Ele também pediu perdão às vítimas e aos familiares. "Eu jamais fui indiferente às consequências dos fatos.
Eu sofri muito e ainda sofro todos os dias. " Sastre narrou que estava com a namorada, Giovanna, e combinou de encontrar os amigos Juliana e Marcus Vinícius em um gastrobar. Segundo ele, o grupo pediu bebidas e aperitivos, e ele tomou dois drinques.
Depois, seguiram para uma casa de pôquer. Marcus acompanhou Sastre no Porsche. O acidente ocorreu no trajeto de volta.
Juíza cita advertências ignoradas e reincidência Na sentença, a juíza Melanie Liesenberg destacou que o réu ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo. "As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco", escreveu. A magistrada também afirmou que Sastre voltou a dirigir menos de um mês depois de cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por uma anterior disputa de corrida em via pública.
Leia mais: " Roubos caem 22% em SP e atingem menor índice para setembro em 25 anos ” A juíza disse ainda que o crime resultou no desamparo da filha adolescente da vítima. A defesa do empresário informou que vai recorrer da decisão. O réu está preso desde o julgamento.
Família da vítima diz que "a Justiça foi feita" O filho de Ornaldo, Lucas Morais da Silva, acompanhou o julgamento e comemorou a sentença. "Desde o começo, a gente lutou muito, corremos muito atrás disso, desde o início das investigações", afirmou. " Ele relatou que ele e o irmão iam praticamente todos os dias à delegacia para acompanhar o inquérito.
"É o sentimento de que eu fiz o que pude fazer, o que estava ao meu alcance. Eu e minha família. " Lucas contou que não consegue mais trabalhar como motorista de aplicativo desde a morte do pai.
Em depoimento durante o júri, ele disse que era muito próximo do pai e que nunca mais será "100% feliz". A família também cobra indenização por danos morais e materiais. Leia mais: " El Niño pode ser um dos mais intensos desde 1950, informa boletim ” O post Empresário do caso Porsche é condenado a 17 anos de prisão apareceu primeiro em Revista Oeste .
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