Eneva deixa geração a carvão e concentra investimentos em gás natural
A Eneva deixou oficialmente o mercado de geração de energia a carvão nesta quarta-feira (21). A companhia anunciou que concluiu a venda de sua última usina movida pelo combustível fóssil, a UTE Itaqui , no Maranhão, para a Diamante Geração de Energia . Em troca, a companhia recebeu R$ 365,3 milhões e os 50% que ainda não possuía na Porto do Pecém Transportadora de Minérios (PPTM), passando a controlar integralmente a empresa.
A operação havia sido anunciada em setembro. A UTE Itaqui está em operação e tem contrato de fornecimento de energia até 2027. Neste ano, a usina garantiu um novo contrato de dez anos, com início previsto para agosto de 2031.
Se esse prazo for antecipado, a Eneva poderá receber até R$ 467 milhões adicionais da Diamante. Leia também Negócios Como a Eneva passou de espólio de Eike Batista a força do setor elétrico com o BTG Pactual A saída do carvão começou em agosto, quando a Eneva vendeu outra termelétrica, a UTE Pecém II , também para a Diamante. A mudança faz parte da estratégia da Eneva de concentrar seus negócios no gás natural.
A companhia também atua na exploração e produção do gás que utiliza para gerar eletricidade em suas termelétricas. Um dos principais projetos dessa estratégia é o Hub Ceará, no Complexo do Pecém, que prevê a construção de duas termelétricas a gás, com capacidade conjunta de 1,2 gigawatt, além de um terminal para receber gás natural importado. O investimento previsto nas usinas é de R$ 6,5 bilhões, com início de operação esperado para 2029.
Enquanto a Eneva abandona o carvão, a Diamante amplia sua presença nesse mercado. A companhia tem como sócio Pedro Grünauer Kassab, sobrinho de Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro do governo federal. A Diamante já operava as termelétricas Pecém I, no Ceará, e Jorge Lacerda, em Santa Catarina, e agora incorpora Pecém II e Itaqui ao seu portfólio.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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