SJX NEWS

    olhardigital.com.br

    Olhar Digital

    SJXNEWS
    Entenda a ciência por trás do observatório de neutrinos reconhecido pelo Nobel de Física
    Olhar Digital·30 de out., 14:48

    Entenda a ciência por trás do observatório de neutrinos reconhecido pelo Nobel de Física

    Conforme noticiado pelo Olhar Digital , o belga naturalizado estadunidense Francis Halzen recebeu o Prêmio Nobel de Física de 2026 por seu papel na criação do IceCube, observatório instalado nas profundezas do gelo do Polo Sul, na Antártida , capaz de detectar neutrinos de alta energia e revelar novas pistas sobre os ambientes mais extremos do Universo. Este é o assunto do programa Olhar Espacial desta sexta-feira (30), que recebe o físico Alexandre Cherman para discutir como o IceCube ajuda a investigar os fenômenos mais extremos do Universo e o que os neutrinos podem revelar sobre eles. Astrônomo, doutor em física teórica, cientista de dados, educador, palestrante e autor de oito livros, Cherman também é coautor do Banco Imobiliário Cósmico, jogo educativo da Estrela Cultural.

    Atualmente, dirige a área de Astronomia da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro. Cinco mil sensores distribuídos por um quilômetro quadrado perto do polo Sul são encarregados de responder a uma das grandes questões pendentes da física: a gravidade quântica existe? – Crédito: IceCube/NSF A ideia de transformar o gelo antártico em um detector de partículas surgiu em 1988.

    Após mais de duas décadas de desenvolvimento, o IceCube entrou em operação em 2010. 160 sensores ópticos distribuídos em 86 cabos verticais, entre 1,45 e 2,45 quilômetros de profundidade. Os neutrinos são partículas subatômicas sem carga elétrica e com massa extremamente pequena.

    Produzidos em diferentes fenômenos naturais, atravessam planetas, estrelas e até o corpo humano praticamente sem interagir com a matéria. Estima-se que cerca de 100 trilhões deles passem por uma pessoa a cada segundo. Alexandre Cherman é o convidado do programa Olhar Espacial desta sexta-feira (30).

    – Crédito: Arquivo pessoal A detecção ocorre quando um neutrino colide com um átomo no gelo e produz partículas eletricamente carregadas. Elas emitem um breve clarão azulado, chamado radiação Cherenkov. Os sensores registram esses sinais e permitem aos pesquisadores estimar a energia e reconstruir a direção de chegada da partícula.

    Diferentemente dos telescópios tradicionais, que captam luz, o IceCube observa partículas. Como os neutrinos não têm carga elétrica, seus trajetos não são desviados por campos magnéticos. Assim, podem indicar a localização de aceleradores cósmicos, ambientes extremos capazes de produzir partículas com energias muito superiores às alcançadas em laboratórios terrestres.

    As descobertas impulsionaram a astronomia de neutrinos, que complementa observações de luz e ondas gravitacionais. O observatório continua funcionando e recebe melhorias para ampliar sua capacidade de detecção, identificar novas fontes dessas partículas e ajudar a compreender os fenômenos mais extremos do Universo. Quer saber mais?

    Então, não perca o Olhar Espacial desta noite! Como assistir ao Programa Olhar Espacial Apresentado por  Marcelo Zurita , presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no  YouTube ,  Facebook ,  Instagram ,  X (antigo Twitter) ,  LinkedIn  e  TikTok . O post Entenda a ciência por trás do observatório de neutrinos reconhecido pelo Nobel de Física apareceu primeiro em Olhar Digital .

    ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Olhar Digital →