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    Entenda como a proibição de bets afeta o planejamento do futebol brasileiro
    CNN Brasil·26 de set., 06:00

    Entenda como a proibição de bets afeta o planejamento do futebol brasileiro

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta última sexta-feira (25) a Medida Provisória que proíbe bets e cassinos online no país. A partir de hoje, os apostadores não poderão mais adicionar fundos monetários nos sites e as plataformas de apostas deverão sair do ar no dia 6 de outubro. Com a operação das bets sendo vetada em território nacional, os contratos atualmente em vigência das casas de aposta com os clubes brasileiros provavelmente serão rescindidos.

    Leia mais Proibição das bets: confira os valores de patrocínios dos clubes afetados Fluminense, sobre possível fim das bets: "Mudança abrupta gera prejuízos" Veja entrevista exclusiva de Bap, do Flamengo, sobre fim das bets   Como a decisão impacta no futebol brasileiro Somente na Série A do Campeonato Brasileiro, 14 dos 20 times possuem uma operadora de apostas como patrocinadora principal. Apesar de não terem acordo máster no momento, Mirassol e Bragantino possuem acordos com empresas do segmento para patrocínio secundário. Apenas Athletico-PR, Bahia, Coritiba e Internacional ficam de fora da lista.

    O clube baiano, no entanto, possui naming rights vinculados ao seu estádio, chamado de Casa de Apostas Arena Fonte Nova. As duas principais competições do país, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, também têm seus naming rights vinculados a uma das principais plataformas do ramo, a Betano. Segundo dados da Info Money, as empresas de bets somadas chegaram a aplicar R$ 1,14 bilhão no futebol em 2025, correspondendo a 7,9% das receitas totais dos clubes naquele ano.

    Em 2025, cerca de 34% da receita das principais equipes do Brasil vieram de casas de apostas, totalizando R$ 1,1 bi, segundo dados da Sports Value. Em 2026, o investimento do segmento também ultrapassou a casa do R$ 1 bilhão. Na Série B, também há grande adesão, com 13 dos 20 clubes possuindo vínculos com marcas de bets.

    Desses, 11 têm acordos considerados máster. O Náutico, por exemplo, negociou os naming rights do seu estádio para a empresa Esportes da Sorte.   Repercussão da proibição O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, concedeu entrevista exclusiva à CNN Brasil nesta sexta-feira (25) e afirmou que o futebol brasileiro pode perder cerca de R$ 2,5 bilhões em receitas no próximo anos com a proibição em vigor.

    “O futebol brasileiro vai perder, no ano que vem, alguma coisa em torno de R$ 2,5 bilhões”, afirmou Bap, complementando o que esse cenário representa para o Rubro-Negro. Presidente do Flamengo, Bap, avalia o impacto do fim das bets para o futebol; veja | CNN 360° “Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, finalizou.

    O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, também concedeu entrevista à CNN Brasil e calculou o tamanho do prejuízo para o clube depois da decisão . “Aqui temos o impacto de mais de R$ 100 milhões com a medida. Além do patrocínio máster, isso também afeta contratos que a gente tem, como as placas do campo, as camisas que temos já produzidas com seis meses de antecedência.

    Preocupa muito aqui para o futuro do Fluminense”, comentou o mandatário tricolor. Bets proibidas: sobram razões jurídicas para clubes recorrerem, diz pres. do Fluminense | PRIME TIME Mais cedo na tarde de hoje, antes do anúncio oficial do governo, a dupla Fla-Flu já havia se manifestado nas redes sociais em posição contrária à proibição.

    Veja abaixo: O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. C. (@FluminenseFC) September 25, 2026   O Brasil levou anos discutindo como regulamentar as apostas esportivas.

    O Congresso aprovou, o governo regulamentou, empresas pagaram para operar legalmente no país, fizeram investimentos e passaram a cumprir regras de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor. com/RxK2nBe6S7 — Flamengo (@Flamengo) September 25, 2026 No dia 17 de setembro, clubes brasileiros já haviam se manifestado contra uma eventual proibição, defendendo a manutenção e a regulação do funcionamento das empresas no Brasil. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por FERJ (@fferjoficial) Veja os valores dos contratos anuais das bets nos clubes brasileiros De acordo com relatório da consultoria Convocados, o dinheiro das bets equivale a 33% do faturamento comercial e de marketing do futebol brasileiro.

    O valor flutua entre 5% a 8% do orçamento total para a maioria das equipes, mas o índice aumenta para equipes com contratos mais robustos, como Flamengo (cerca de 12,85%), Corinthians e São Paulo (10,5%). A maioria dos times no país possuem contratos de patrocínio com essas empresas, confira a lista completa abaixo: Flamengo R$ 268,5 milhões Betano Corinthians R$ 150 milhões Esportes da Sorte São Paulo R$ 113 milhões Superbet Palmeiras R$ 100 milhões Sportingbet Atlético-MG R$ 62 milhões H2Bet Botafogo R$ 55 milhões VBet Fluminense R$ 52 milhões Superbet Vasco R$ 50 milhões Sportingbet Grêmio R$ 46 milhões Pitaco Cruzeiro R$ 40 milhões Betnacional Santos R$ 35 milhões Novibet Vitória R$ 20 milhões 7KBet Remo R$ 12 milhões VaideBet Chapecoense Sem divulgação oficial ZeroUm   Premier League: clubes podem perder R$ 500 mi com veto a patrocínio de bets   ]]>

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