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    Forbes Brasil·21 de set., 20:43

    Entenda Por Que o KNCR11 Deve “Sustentar Bons Dividendos” nos Próximos Meses, Segundo Analistas

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Em novo parecer acerca do fundo imobiliário (FII) Kinea Rendimentos Imobiliários, o KNCR11 , analistas do BB Investimentos reiteraram otimismo com o fundo e apontaram que o fundo deve “sustentar bons dividendos no curto prazo”. Segundo os especialistas do time de sell-side do braço de investimentos do Banco do Brasil, os dividendos do KNCR11 devem passar por uma pequena alta ou manutenção em patamares elevados por conta da “expectativa de um cenário macroeconômico bastante incerto”.

    Isso, levando em conta que o Boletim Focus do Banco Central tem projetado uma Selic de 12% neste ano e de 10,5% somente em 2028. Em linhas gerais, uma taxa de juros relativamente alta tende a beneficiar o KNCR11 visto que grande parte da carteira do FII está em CRIs que por sua vez estão atrelados ao CDI, aumentando a receita financeira do fundo e, consequentemente, o potencial de distribuição de proventos aos cotistas. Nos últimos meses os dividendos do quase que sempre ficaram em um yield mensal na casa dos 1%, com mínima de 0,93% (fevereiro deste ano) e máxima de 1,29% (setembro de 2025).

    No acumulado de 12 meses, o dividend yield do FII da Kinea é de 13,2%, com R$ 14,14 pagos por cota aos investidores, segundo dados do Status Invest. Para além da remuneração, o fundo teve apreciação da ordem de 15% nas suas cotas. Com isso, o retorno total aos acionistas beira os 30% na janela em questão.

    Com isso, a recomendação de compra do fundo foi mantida pela casa, embora o fato de o KNCR11 ser negociado acima do seu valor patrimonial — 1,04x de P/VP — seja destacado como um ponto negativo. Apesar disso, o fundo em questão fica de fora da carteira recomendada do banco, enquanto outros dois fundos da Kinea — KNHF11 e KNIP11 — estão dentro do portólio teórico em questão. Atual composição da carteira do KNCR11 é ponto favorável “Em agosto de 2026, o KNCR11 detinha 83% em CRIs e 17% em instrumentos de caixa, o que é bastante interessante em nossa visão, pois o possibilita capturar oportunidades neste momento de abertura da curva de juros e spreads interessantes.

    Dentro dessa parcela de crédito, a carteira reúne 94 operações, com exposição máxima de 3,9% por papel e praticamente toda indexada ao CDI a uma taxa média de aquisição de CDI + 2,03% (2,01% marcada a mercado) e prazo médio de 3,6 anos”, diz André Oliveira, analista do BB-BI. “Por setor, 43% da alocação vem de projetos de escritórios, 27% de shoppings, 14% de logística e apenas 10% do segmento residencial, o mais sensível ao ciclo de juros. Em relação ao risco, observamos que boa parte do portfólio é originado dentro da própria Kinea, o que permite melhores taxas nas aquisições de ativos para o fundo e também um acompanhamento mais próximo das operações”, completa.

    Nesse sentido, o analista ainda pontua que 78% das operações possuem garantias e o LTV médio (Loan-to-Value) é de cerca de 54%, isto é, o valor das garantias dessas operações superam o saldo devedor das operações. ” Isso faz com que o portfólio do fundo siga sem qualquer evento negativo de crédito até o momento, em três anos de trajetória desde seu IPO. Depois de 12 emissões de cotas, o KNCR11 soma cerca de R$ 11 bilhões de patrimônio líquido.

    Esse volume faz dele o maior fundo imobiliário da bolsa brasileira em patrimônio e o 4º maior em número de cotistas. O TRXF11, que está com uma oferta bilionária em curso e que finda em fevereiro, pode vir a ocupar esse posto . O post Entenda Por Que o KNCR11 Deve “Sustentar Bons Dividendos” nos Próximos Meses, Segundo Analistas apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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