Entidades científicas alertam para interferência dos EUA nas eleições
A ABC (Academia Brasileira de Ciências) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) manifestaram preocupação com possíveis interferências externas nas eleições brasileiras de 2026, em especial com eventuais pressões dos Estados Unidos. 2026), as entidades afirmam que eventuais ações externas podem afetar a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a formação da vontade dos eleitores. Leia a íntegra da nota (PDF – 196 kB).
“A escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo brasileiro. Nenhum Estado, governo, poder econômico ou ator externo deve buscar condicionar essa decisão” , afirmaram. O alerta das entidades se dá 1 dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratar das eleições brasileiras em seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.
O petista afirmou que o Brasil não permitirá que “inimigos da democracia”, internos ou externos, interfiram na vontade dos eleitores. “A democracia brasileira pertence aos brasileiros” , declarou. Lula citou ainda a desinformação digital e possíveis interferências estrangeiras como desafios para o pleito de outubro.
Afirmou também que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e criticou o que chamou de “ingerência externa em processos eleitorais”. Segundo a ABC e a SBPC, eventuais interferências podem ocorrer por meio de pressões políticas ou econômicas, manipulação do ambiente informacional ou uso indevido de tecnologias e plataformas digitais. As entidades afirmam que suspeitas desse tipo devem ser apuradas com base em evidências e transparência.
A nota também apoia a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog de levar à ONU (Organização das Nações Unidas) preocupações sobre possíveis interferências no processo eleitoral brasileiro e pedir atenção internacional ao respeito pelo resultado proclamado pela Justiça Eleitoral. As entidades pediram que instituições públicas, comunidade científica e acadêmica, organizações da sociedade civil, meios de comunicação e plataformas digitais permaneçam atentas à integridade do processo eleitoral. “Cabe a todos contribuir, em suas respectivas responsabilidades, para um ambiente público baseado em informação confiável, respeito às instituições, liberdade de escolha e rejeição a qualquer tentativa de interferência externa na vontade soberana da população brasileira”, declararam.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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