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    Equatorial prepara novo aporte do Itaú em negócio de distribuição de energia
    InvestNews·29 de set., 14:25

    Equatorial prepara novo aporte do Itaú em negócio de distribuição de energia

    A Equatorial e o Itaú Unibanco estão preparando uma nova operação para reforçar o capital do grupo que se tornou em menos de dois anos acionista de referência de Sabesp e Copasa , apurou o InvestNews . O banco pretende ampliar sua participação na Equatorial Distribuição , uma holding que reúne participações em quatro distribuidoras de energia do grupo, nos estados do Pará, Maranhão, Piauí e de Alagoas. O investimento será feito por meio da subscrição de novas ações preferenciais , mantendo o Itaú como sócio minoritário.

    A transação acaba de ser submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Leia também Negócios Da Equatorial à PetroReconcavo: a discreta ascensão do Opportunity, de Daniel Dantas O valor do investimento e a participação final do Itaú estão sob sigilo. Atualmente, o banco possui 4,47% da Equatorial Distribuição.

    A nova captação é preparada depois de a Equatorial desembolsar cerca de R$ 12,5 bilhões para entrar em duas das principais companhias de saneamento do país: R$ 6,9 bilhões pela compra de 15% da Sabesp , em 2024, e R$ 5,6 bilhões por 30% da Copasa , em junho deste ano. Os documentos apresentados ao Cade não vinculam o novo aporte a essas aquisições. A justificativa apresentada pela Equatorial é que o investimento contribuirá para o desenvolvimento de seus negócios no setor elétrico.

    Forma de financiamento O movimento dá continuidade a uma relação financeira entre banco e companhia que começou em 2019. Desde então, o Itaú realizou três aportes na Equatorial Distribuição, que somaram aproximadamente R$ 4,4 bilhões: R$ 1 bilhão em novembro daquele ano, R$ 2,1 bilhões em março de 2023 e outros R$ 1,3 bilhão em dezembro de 2023. Ao fim dessa sequência, o banco detinha 25,79% da empresa.

    Nos acordos anteriores, as ações preferenciais serviram como instrumento de financiamento do grupo. O Itaú aportava recursos e passava a ter direito a dividendos, enquanto a Equatorial mantinha o controle e uma opção para recomprar os papéis. O preço dessa recompra seguia uma fórmula baseada no capital investido, corrigido por uma taxa ligada ao CDI , com desconto dos dividendos já recebidos pelo banco.

    A Equatorial chegou a exercer essas opções. Em novembro de 2025, recomprou parte das ações por R$ 2 bilhões. Em janeiro deste ano, desembolsou mais R$ 172,8 milhões para adquirir os papéis restantes das classes A e B, reduzindo a participação do Itaú aos atuais 4,47%.

    A nova transação retoma a captação por meio de ações preferenciais. Os documentos públicos, porém, não revelam as condições de remuneração e saída do banco nesse investimento. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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