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    Escolas de elite cobram mensalidades de até R$ 15,7 mil e atraem de famílias ricas a investidores
    InvestNews·17 de set., 22:30

    Escolas de elite cobram mensalidades de até R$ 15,7 mil e atraem de famílias ricas a investidores

    Em pouco mais de uma semana, na segunda quinzena de agosto, duas escolas tradicionais e de alta renda da cidade de São Paulo mudaram de mãos. A FCM Holding pagou R$ 60 milhões pela Stance Dual, instituição bilíngue localizada na Bela Vista. Já o grupo SEB Education, da família de Chaim Zaher, anunciou a compra da PlayPen, escola bilíngue no Cidade Jardim.

    Foi uma quinzena agitada, mas não dá para chamá-la de totalmente atípica. Ao menos 25 instituições de alto padrão mudaram de mãos ou receberam novos sócios desde 2022, segundo levantamento do InvestNews . Fundos, famílias empresárias e redes internacionais passaram a disputar um conjunto pequeno de marcas construídas ao longo de décadas.

    O que os investidores enxergam nesse mercado são mensalidades que chegam a R$ 15,7 mil, famílias que podem permanecer de 12 a 15 anos na mesma instituição e um ativo que dinheiro sozinho não constrói rapidamente: tradição e reputação. Leia também Negócios Os muito ricos estão surfando em ondas artificiais. 700,92.

    A Forbes calcula que a vida escolar de um aluno nessas instituições pode custar mais de R$ 2,5 milhões. Há ainda cobranças adicionais como taxas de matrícula, depósitos iniciais ou contribuições para fundos. 954,16 nos últimos anos.

    Além dos preços, a proposta pedagógica dessas escolas também varia. Há colégios brasileiros bilíngues; escolas internacionais, que combinam currículos estrangeiros com as exigências nacionais; e instituições com modelos próprios, baseados em projetos ou resolução de problemas, por exemplo. O ponto em comum é a promessa de mobilidade de vida: além do diploma brasileiro, o aluno pode obter certificações internacionais, domínio de outros idiomas e preparação para universidades no exterior.

    A escolha passa também por quem estará do outro lado da carteira. Paulo Presse, coordenador de estudos de mercado da consultoria Hoper Educação, afirma que, no topo desse mercado, as famílias avaliam com quem os filhos vão conviver e quais redes de relacionamento podem surgir. As escolas à venda Muitas das escolas adquiridas nos últimos anos são instituições criadas a partir dos anos 1960.

    Nessa época, educadores investiram na construção de escolas laicas e humanistas. Muitas dessas escolas mantiveram os fundadores no comando e chegaram ao momento da sucessão ainda dependentes da geração que as criou. Ao mesmo tempo, a operação passou a exigir mais capital para tecnologia, sistemas de gestão, infraestrutura e formação de professores.

    Os compradores encontraram um mercado grande e pulverizado. Segundo estimativa da Hoper, a educação básica privada faturou R$ 112 bilhões em 2025, e o maior grupo detinha pouco mais de 2,5% do setor. No segmento premium, o valor por aluno é maior e a relação pode durar praticamente toda a vida escolar.

    “A família normalmente não sai com facilidade. A taxa de evasão é muito baixa”, diz Presse. O consultor estima que uma escola aberta do zero e expandida gradualmente da educação infantil ao ensino médio pode levar quase 15 anos para completar e amadurecer a operação.

    Ao adquirir uma instituição pronta, o grupo recebe de uma vez professores, currículo, instalações, alunos e a confiança das famílias. É por isso que os compradores geralmente mantêm o nome e o projeto pedagógico das escolas compradas. Quem disputa esse mercado Entre os grupos brasileiros mais ativos na aquisição de escolas premium está o SEB Education, do empresário Chaim Zaher .

    Ele controla a Concept de São Paulo, líder da lista da Forbes , e marcas como Maple Bear, Pueri Domus, Carolina Patricio e Sphere. E é também acionista relevante da Yduqs, um dos maiores grupos de ensino no país, com atuação de destaque na educação superior. A aquisição da PlayPen, que ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, acrescenta ao portfólio uma marca fundada em 1981.

    Três redes globais com sede no Reino Unido também avançaram no Brasil. A Inspired tem 13 escolas no país, entre elas, unidades da Escola Eleva e de Os Batutinhas. A International Schools Partnership tem doze instituições de ensino no país como o Progresso Bilíngue e a Escola Internacional de Alphaville.

    Já a Nord Anglia tem em seu portfólio Avenues, British College e uma sociedade na Móbile. Esses nomes mostram como as escolas premium viraram uma classe global de ativos. Juntas, essas três companhias administram mais de 330 escolas pelo mundo.

    O capital financia aquisições, novos campi e sistemas compartilhados. Finanças, tecnologia, compras e formação de professores ganham escala. Já os alunos podem receber acesso a programas internacionais que uma escola isolada teria dificuldade de bancar.

    O risco é a padronização enfraquecer justamente a identidade local que tornou a marca valiosa. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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