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    CNN Brasil·20 de set., 19:59

    Escritório confirma voos de Moraes em avião de empresa ligada a Vorcaro

    O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou neste domingo (20) que o ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), esteve voos de jatinho operados por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro . O escritório tem como sócia a esposa do magistrado, Viviane de Moraes . Em nota enviada à CNN , o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas.

    “Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório”, afirma. Antes, no fim de março, o gabinete de Moraes divulgou nota negando que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master . O posicionamento foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S.

    Paulo registar que o ministros esteve em ao menos oito voos de aviões ligados a Vorcaro. Em nota divulgada na época, o gabinete de Moraes afirmou que as “ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”, acrescentando que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”. Neste domingo, o jornal O Globo divulgou vídeo que mostra Moraes e Viviane desembarcando, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após um voo de jatinho .

    O registro foi feito em 22 de agosto de 2025 . A aeronave utilizada, um Legacy 650 de matrícula PP-NLR, pertencia a uma empresa de Vorcaro, segundo o jornal. O escritório de advocacia informou que “a contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos”.

    O voo foi realizado após negociações do escritório de Viviane para um segundo contrato com empresas de Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões . O escritório nega a existência desse segundo contrato. De acordo com a PF (Polícia Federal), o contrato teria sido assinado pelo escritório e a Viking Participações , empresa representada Vorcaro , em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços.

    Dias depois, em 19 de maio, a Viking e o escritório assinaram um acordo para definir como os R$ 50 milhões seriam quitados. Desse valor, de acordo com a PF, R$ 40 milhões dos honorários devidos seriam pagos com participações em duas empresas ligadas a operação de aeronaves. O contrato com a Viking teria sido firmado depois de outro acordo entre o próprio Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

    Assinado em janeiro de 2024, o primeiro contrato previa o pagamento de 36 parcelas mensais no valor de R$ 3,6 milhões cada , totalizando R$ 131 milhões, caso fosse integralmente cumprido. O valor líquido – descontando os impostos – ficaria em R$ 108 milhões. Em defesa por escrito apresentada ao STF na terça-feira (15), Moraes negou a existência de um segundo contrato entre o escritório de sua família e empresas ligadas a Vorcaro .

    “INEXISTIU SEGUNDO CONTRATO OU QUALQUER OUTRO VÍNCULO do escritório Barci de Moraes com o Banco Master, Daniel Vorcaro ou qualquer das empresas ligadas a eles”, afirmou Moraes. Veja a íntegra da nota do escritório Barci de Moraes: O escritório Barci de Moraes informa que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation, cujos serviços foram utilizados em determinadas ocasiões. Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório.

    Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation.

    O escritório Barci de Moraes reitera que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation, tampouco realizou qualquer aquisição de cotas da empresa. ]]>

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