Esfoliante corporal: o que ele faz e por que é indicado
Muito presente na rotina de banho, o esfoliante corporal costuma ser tratado como um item de beleza que deixa a pele “mais macia”. Mas, não é só isso que o produto faz. Ele tem uma função bem definida, que é remover as células mortas acumuladas na camada mais superficial da pele, a chamada camada córnea.
Esse processo de renovação celular acontece naturalmente, mas costuma ficar mais lento com o avançar da idade e com a exposição a fatores externos, como sol e poluição. Quando isso acontece, a pele costuma ficar mais opaca, áspera e com textura irregular, sendo necessária uma esfoliação. Leia Mais Beleza preventiva: estamos começando a cuidar da pele cedo demais?
Unhas quebradiças? Veja 3 dicas para deixá-las mais saudáveis Seu cabelo “se acostuma” com o shampoo? Veja mitos sobre a rotina capilar “A camada córnea é formada por células queratinizadas, os corneócitos, que estão organizadas em meio a uma matriz de lipídios.
Essas células passam naturalmente por um processo contínuo de renovação e descamação, porém, no processo de esfoliação, aceleramos o seu desprendimento. Com isso, a superfície da pele tende a ficar mais lisa, uniforme e com menos aspereza”, explica Samara Kouzak, dermatologista. Existem dois tipos principais de esfoliante: o físico, que é feito em casa mesmo, e o químico, que é feito em consultório.
O físico faz uma leve abrasão mecânica na pele por meio de partículas sólidas, como grânulos, açúcar ou microesferas. Já o químico age de forma diferente, por meio de ácidos, como o lático ou o glicólico, ou enzimas, que dissolvem a ligação entre as células mortas sem a necessidade de fricção. Nos dois, o resultado esperado é de poros desobstruídos, textura mais uniforme e melhor absorção dos produtos aplicados na sequência, como os hidratantes, por exemplo.
“Não existe um tipo universalmente melhor. A escolha depende das características da pele e do objetivo do tratamento. Em uma pele mais espessa e resistente, uma esfoliação física suave pode ser bem tolerada.
Já em peles mais sensíveis, o atrito excessivo pode ser agressivo, e muitas vezes optamos por ativos químicos em concentrações adequadas e formulações mais suaves”, acrescenta Kouzak. Como usar os esfoliantes em casa A recomendação dos especialistas é usar o esfoliante na pele limpa e úmida, durante o banho, aplicando o produto depois do sabonete e antes do hidratante. Durante o banho, é interessante usar água morna, já que ela ajuda a abrir os poros e deixa a pele mais receptiva ao procedimento.
A escolha do tipo de esfoliante também deve considerar a região do corpo. Em áreas em que a pele é mais grossa e áspera, como cotovelos, joelhos e calcanhares, podem ser usados aqueles com partículas maiores. Já nas regiões mais finas, como o colo e a parte interna dos braços, produtos mais suaves e uma aplicação mais delicada são indicados.
A frequência do uso desses produtos é outro ponto que merece atenção, segundo os profissionais ouvidos pela reportagem da CNN Brasil . Para peles normais , a esfoliação corporal costuma ser indicada de uma a duas vezes por semana. Peles sensíveis podem exigir um intervalo maior, chegando a uma vez por mês.
Fazer o processo além da conta, não melhora o resultado, pelo contrário, aumenta o risco de comprometer a proteção natural da pele. Quando essa barreira é constantemente removida, o corpo entra em um ciclo de irritação, e o resultado costuma ser pele repuxada, sensível, avermelhada e mais propensa à descamação. “Ardor, vermelhidão, coceira, ressecamento e sensação de pele repuxando podem indicar excesso de esfoliação.
Se até água ou hidratante começarem a arder, é sinal de que a proteção da pele pode estar comprometida. Nesse caso, o ideal é pausar a esfoliação e usar produtos suaves até a pele se recuperar”, explica Luciana Conrado, dermatologista. Há ainda situações em que a esfoliação não é indicada.
Em casos de acne inflamada , eczema ou psoríase ativa, o procedimento pode piorar o quadro em vez de ajudar, aumentando o risco de irritação e infecção. Nesses casos, a orientação é evitar qualquer tipo de esfoliante até consultar um dermatologista. “Evite esfoliar a pele quando ela estiver queimada de sol, machucada, irritada ou com alguma inflamação.
Também é preciso cuidado se você usa produtos contendo retinoides, ácidos glicólico ou salicílico. Não faça esfoliação na sua pele se tiver a pele muito sensível, com rosácea ou dermatites. Nesses casos, a esfoliação pode piorar a irritação”, acrescenta Conrado.
Descubra os ativos essenciais no skincare para quem busca rejuvenescer ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em CNN Brasil →
