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    Esquema usa TikTok, Telegram e PIX para vender material de abuso sexual infantil
    Olhar Digital·27 de set., 15:31

    Esquema usa TikTok, Telegram e PIX para vender material de abuso sexual infantil

    Uma investigação do g1 revelou que criminosos usam o TikTok como vitrine para divulgar e vender material de abuso sexual infantil . A negociação e o envio do conteúdo ocorrem dentro do Telegram . O esquema envolve movimentações financeiras via PIX , bancos digitais e criptomoedas.

    Segundo a Polícia Federal, o uso de contas em nome de terceiros não impede a identificação dos envolvidos nem o rastreamento das transações. O TikTok aparece como vitrine para criminosos, enquanto o Telegram concentra as negociações e o envio dos arquivos. – Imagem: BongkarnGraphic/Shutterstock Uso do TikTok como vitrine e negociações no Telegram Os criminosos deixam códigos nos comentários de publicações do TikTok para atrair compradores e levar a conversa para o Telegram.

    No aplicativo de mensagens, os pacotes são anunciados por valores que vão de R$ 10 a R$ 35. Também há conteúdos cobrados em dólar, por US$ 11,99 (cerca de R$ 62), US$ 17,50 (cerca de R$ 90) e US$ 25 (cerca de R$ 130). Antes de fechar o negócio, os suspeitos costumam enviar uma prévia por meio de vídeo autodestrutivo, que desaparece após a primeira visualização.

    Depois da confirmação do pagamento, os arquivos são enviados no chat ou em grupos privados. Contas de terceiros e rastreamento das transações Segundo investigadores da Polícia Federal , criminosos usam contas bancárias de ex-namoradas ou das próprias crianças e adolescentes vítimas dos abusos para tentar esconder a ligação entre os autores dos crimes e o dinheiro movimentado. A investigação também identificou o uso de bancos digitais e fintechs .

    Em alguns casos, segundo a PF, redes criminosas chegam a criar empresas do setor financeiro para movimentar recursos sem guardar dados ou responder às autoridades. Em um dos casos, uma chave PIX fornecida pelo criminoso usava um endereço de e-mail com domínio da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul. A pasta informou que entrou em contato com as autoridades para apurar o caso.

    O uso do PIX, porém, não impede o rastreamento. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser utilizados pela polícia para identificar os compradores. Bancos também podem considerar suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, bloquear as contas.

    Para denunciar casos de abuso e violência contra crianças ou adolescentes, estão disponíveis os seguintes canais: Disque 100, que recebe denúncias anônimas de violações de direitos humanos; Polícia Militar, pelo 190, em situações de risco imediato; Samu, pelo 192, para pedidos de socorro urgentes; qualquer delegacia de polícia ou unidades especializadas; Ministério Público e outros canais oficiais de denúncia. Um dos casos investigados pela Polícia Federal usava uma chave PIX associada a um e-mail com domínio da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul. Imagem: Polícia Federal Posicionamento das plataformas O Telegram afirmou que a distribuição de material de abuso sexual infantil é proibida em sua plataforma.

    760 grupos e canais relacionados a esse tipo de conteúdo foram removidos em 2026. Leia mais: Tesla é julgada por acusações de discriminação racial contra trabalhadores negros nos EUA Discord classifica como baixo o risco de suicídio entre adolescentes mesmo após caso que levou a suspensão no Brasil Pisa 2025: 17% dos estudantes brasileiros sofrem bullying; cyberbullying atinge 3% “A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma”, afirmou a empresa. O TikTok disse que remove rapidamente conteúdos desse tipo e bane permanentemente as contas envolvidas.

    “Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil”, afirmou a plataforma. Segundo a empresa, 99,8% dos conteúdos que violaram suas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente no primeiro trimestre de 2026. O post Esquema usa TikTok, Telegram e PIX para vender material de abuso sexual infantil apareceu primeiro em Olhar Digital .

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