Estou olhando para a África, não Venezuela, diz diretora da Petrobras
2026) que a estatal concentra sua busca por novas oportunidades internacionais na África e negou, neste momento, interesse em avançar sobre a Venezuela. e 2026, evento de energia realizado pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), no Rio de Janeiro. A executiva participou nesta 4ª feira de uma sessão sobre inovação e exploração da companhia.
Questionada se a Petrobras estava avaliando uma eventual entrada na Venezuela, Sylvia respondeu: “ Olhando não. Eu estou olhando a África” . O país sul-americano é objeto de disputa de grandes petroleiras no momento.
Depois da captura do então presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em janeiro, o governo norte-americano passou a incentivar novos investimentos na indústria venezuelana. Empresas como Chevron e Eni ampliaram atividades, enquanto a ExxonMobil negocia um retorno ao país depois de quase duas décadas. A Petrobras, no entanto, olha para o outro lado do oceano Atlântico.
De acordo com Sylvia, equipes da companhia vêm estudando áreas oferecidas por países africanos para que a estatal esteja preparada para futuras oportunidades. “ Estamos estudando todos os blocos que a ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, de Moçambique) quer disponibilizar. O meu time está estudando.
E aí a gente vê o próximo leilão para a gente estar pronto ”, declarou, em referência à estatal moçambicana. ), a Petrobras assinou um memorando de entendimento com a ENH. O acordo, válido inicialmente por 2 anos, assegura cooperação em estudos, avaliação, desenvolvimento e comercialização de petróleo e gás, além da troca de conhecimento técnico.
A aproximação com Moçambique integra uma retomada mais ampla da presença da Petrobras na África. A companhia voltou a atuar no continente em 2024, inicialmente em São Tomé e Príncipe. Hoje, participa dos blocos 10, 11, 13 e 4 no país e assumiu neste ano a operação do bloco 3, com participação de 75%.
A estatal também tem 10% de bloco na Bacia de Orange, na África do Sul, e assinou contrato para adquirir 42,5% de um bloco na Namíbia. Na semana passada, a Petrobras ampliou a aposta africana ao assinar contratos de partilha para 8 blocos offshore na Costa do Marfim, nos quais terá 90% e também será operadora, ao lado da estatal Petroci. ROCHAS SEMELHANTES Ao anunciar o negócio na Namíbia em fevereiro, Sylvia afirmou que a Petrobras tem “ bastante conhecimento geológico da região ”, que considera em grande parte análoga às bacias sedimentares brasileiras.
A semelhança tem origem na própria formação do Atlântico Sul: antes da separação da América do Sul e da África, as duas margens faziam parte do mesmo sistema geológico. Estudos identificam a Bacia de Lüderitz como margem conjugada da Bacia de Pelotas, no Sul do Brasil e do Uruguai, com estruturas formadas durante o processo de ruptura do antigo continente de Gondwana. Essa correspondência permite que dados e conhecimento acumulados pela Petrobras em décadas de exploração da margem brasileira sejam usados para interpretar áreas do outro lado do Atlântico.
A companhia vem recorrendo a essa lógica também em outras apostas africanas: ao fechar os 8 contratos na Costa do Marfim, afirmou que as áreas apresentam características geológicas semelhantes às das bacias sedimentares brasileiras. O jornalista viajou ao Rio a convite do IBP ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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