Ethereum cansou de ser só uma blockchain. Agora quer ser o computador mundial criptográfico
A rede do ethereum (ETH), a segunda maior cripto do mercado, quer deixar de ser vista simplesmente como uma blockchain. Essa é a visão apresentada por Vitalik Buterin, cofundador do projeto, em um novo texto publicado neste domingo (27). Para o programador russo-canadense, a blockchain está caminhando para se tornar o que ele chama de “computador mundial criptográfico” (ou cryptographic world computer , em inglês, para ficar mais chique).
A ideia é que a rede passe a combinar a estrutura tradicional de uma blockchain com novas técnicas de criptografia e computadores que realizam parte do processamento fora da rede. Com isso, seria possível aumentar a capacidade da rede do ethereum sem exigir que todos os computadores repitam exatamente os mesmos processos. Como assim?
Hoje, uma das características das blockchains é justamente a repetição da verificação. Os computadores que participam da rede precisam conferir se as transações e os contratos seguem as regras estabelecidas. É como se fosse uma empresa em que todo mundo precisasse conferir o trabalho de todo mundo.
Esse formato ajuda a manter a segurança e a descentralização, mas também limita a quantidade de processamento. A proposta de Buterin é usar provas criptográficas para mudar esse modelo. Seria assim: em vez de todos os participantes precisarem refazer e verificar todo o processamento de uma operação, um computador poderia fazer o trabalho e apresentar uma “prova matemática” de que tudo foi executado corretamente.
Os outros precisariam apenas verificar essa prova, em um processo muito mais rápido. Imagine uma empresa de refrigerantes que produz 1 milhão de garrafas por dia. Em vez de os fiscais precisarem conferir cada uma delas, a fábrica poderia apresentar um “certificado” comprovando que toda a produção seguiu as regras e que as garrafas estão corretas.
Assim, bastaria verificar o certificado. Newsletter : quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews !
Mais privacidade Outro ponto é a privacidade, uma questão que vem ganhando espaço no mercado cripto, especialmente à medida que o setor se torna mais regulado e mais usado no dia a dia. A ideia do ethereum é usar provas de conhecimento zero. O nome parece complicado, mas o conceito é simples: é comprovar que uma informação é verdadeira sem revelar a própria informação.
Na prática, isso pode permitir que usuários e empresas utilizem serviços baseados no ethereum sem precisar expor publicamente todos os dados envolvidos em uma operação. Com todas as mudanças, o objetivo de Buterin é que o ethereum fique mais rápido, eficiente, escalável e privado nos próximos anos. Leia também Guias O que é bitcoin?
E o que é ethereum? Guias Smart contracts: o que são e para que servem? 714,54 BNB (BNB) : +0,54%, US$ 764,14 XRP (XRP) : +1,67%, US$ 1,50 Solana (SOL) : +1,48%, US$ 119,74 Outros destaques do mercado cripto BC começa a dizer não.
O Banco Central já começou a dar as primeiras respostas aos pedidos de licença feitos por empresas para atuar com cripto. A autarquia indeferiu o pedido da empresa de pagamentos Higherway Tech Soluções, conhecida comercialmente como Higher Global. Na decisão, o BC disse apenas que a “sociedade não poderá mais prestar serviços de ativos virtuais”.
O motivo não foi informado. Brasileiros compram mais stablecoins na gringa. Os brasileiros compraram US$ 702,3 milhões em criptomoedas com passivo correspondente em agosto de 2026.
As criptomoedas identificadas com esse termo contábil são, em sua maioria, stablecoins. O valor, divulgado pelo Banco Central, representa uma alta de 22,9% na comparação com julho, quando foram registradas US$ 571,5 milhões em compras. USDT na mira do Senado americano.
Uma investigação do Senado dos EUA colocou a stablecoin USDT, da Tether, no centro das redes financeiras ligadas ao Irã. O relatório analisou 846 carteiras de cripto e apontou que 84% delas movimentaram principalmente USDT. Segundo os investigadores, a alta liquidez do token ajudou a torná-lo uma ferramenta usada para driblar sanções.
A Tether disse estar colaborar com as investigações. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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